Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Lula: Bolsonaro é 'um psicopata que vive da mentira, da maldade, e de ofender'

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Com duras críticas à Lava Jato e contra a antiga gestão da Petrobras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se referir ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como "psicopata" ao falar sobre a gestão da estatal nos anos de mandato do ex-chefe do Executivo. Durante participação na cerimônia de retomada dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, nesta quinta-feira, 18, o petista disse que Bolsonaro é um "psicopata que vive da mentira, da maldade, e de ofender os outros".

Cercado por ministros e aliados, Lula afirmou ainda que a Operação Lava Jato foi orquestrada por "alguns juízes e procuradores deste País subordinados ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que não queriam e nunca aceitaram que o Brasil tivesse uma empresa como a Petrobras".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

De acordo com o presidente, a Lava Jato não quis condenar pessoas envolvidas em esquemas de corrupção. Na avaliação dele, o objetivo da investigação era punir a soberania do Brasil e a Petrobras. "Não se pode punir a soberania de um País e sua empresa mais importante."

"Quando eu deixei a Presidência, eu tive as contas dos meus oito anos de governo aprovadas por unanimidade no Tribunal de Contas e no Congresso. Somente cinco anos depois começou o processo de denúncia contra a Petrobras. Não era contra a Petrobras, porque se você quisesse de fato apurar corrupção, você apurava. O que não pode punir é a soberania de um país como o Brasil e da sua empresa mais importante", afirmou.

A construção de Abreu e Lima se arrastou por nove anos, de 2005 a 2014 - com um atraso de três anos para o início da operação parcial, antes previsto para 2011. O projeto foi pensado em parceria com a estatal venezuelana PDVSA, inicialmente em um acordo entre o governo petista e o regime do então presidente venezuelano Hugo Chávez.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A obra, contudo, se tornou um dos símbolos das investigações da Operação Lava Jato no escândalo do "petrolão", esquema de desvio de recursos da Petrobras. A construção foi alvo ainda de processos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e no Tribunal de Contas da União (TCU).

No discurso nesta quinta, Lula disse que a verdadeira história ainda será contada. Segundo ele, muitas vezes, levam anos, décadas ou até séculos para se saber a verdade. "Tudo o que aconteceu neste País foi uma mancomunação entre alguns juízes e procuradores subordinados ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que nunca aceitaram o Brasil ter uma empresa como a Petrobras", acusou.

O petista disse que poderia ter voltado à disputa presidencial no ano de 2014 e que tinha certeza de que venceria o pleito. Porém, afirmou que a então presidente Dilma Rousseff (PT) tinha o direito de concorrer à reeleição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao final da fala, Lula pediu para que o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, descubra todos os funcionários que foram demitidos no processo da Lava Jato para recontratá-los na refinaria.

Relembre a investigação da Lava Jato envolvendo a refinaria Abreu e Lima

Com um custo inicial de R$ 7,5 bilhões, as obras do empreendimento - tocadas pelas empreiteiras Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão - consumiram quase R$ 60 bilhões. De acordo com a delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Márcio Faria da Silva, as obras na refinaria teriam rendido R$ 90 milhões em propinas a ex-executivos da estatal ligados ao PP, ao PT e ao PSB.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A delação se desdobrou em apurações na Justiça Eleitoral e na esfera criminal. O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa foi condenado a sete anos e meio de prisão por organização criminosa e lavagem de dinheiro desviado das obras da refinaria Abreu e Lima. Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2018, os trechos da delação referentes a fatos supostamente criminosos ocorridos no âmbito da refinaria foram remetidos para a Justiça de Pernambuco, onde tramitam atualmente.

O capítulo da Abreu e Lima abriu as portas do esquema de corrupção e propinas que, segundo Costa, se instalou na Petrobras entre 2003 e 2014. Além de Costa, foram condenados o doleiro Alberto Youssef, peça central da Lava Jato, e outros seis investigados, entre eles o empresário Márcio Bonilho, do Grupo Sanko Sider. Foram fixadas penas que variam entre 11 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado, a quatro anos, cinco meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV