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Juiz de garantias na 'canetada' vai pôr bandido na rua, alerta procurador

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O procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo Roberto Livianu, presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, considera que o sistema de justiça não está preparado para uma implantação imediata da figura do juiz de garantias - magistrado que é responsável pela condução de uma investigação, enquanto outro juiz é designado para julgar o caso.

Na avaliação de Livianu, a nova dinâmica deve ser implementada de forma 'ponderada e estruturada' para evitar 'colapso no sistema judiciário e a nulidade de processos'.

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"Se implantado hoje, na canetada, a Justiça será obrigada a soltar uma serie de criminosos e os maiores advogados criminalistas do país estão fazendo campanha para isso. Há de se ter ponderação. Soma-se ainda o fato de que não há previsão orçamentária para essa implantação apressada", defende Livianu.

O julgamento sobre a implantação do juiz de garantias teve início na semana passada, três anos após aportarem, no Supremo Tribunal Federal, quatro ações sobre o tema. Nelas, se alega que a mudança na dinâmica da Justiça deve partir do próprio Judiciário e não do parlamento.

Os processos foram movidos por associações da magistratura e partidos - Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), e pelos partidos PDT, Cidadania e antigo PSL (hoje integrado no União Brasil).

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O relator do caso é o ministro Luiz Fux, que, em janeiro de 2020, suspendeu a implantação da figura do juiz de garantias. A nova dinâmica para tramitação de processos deveria ter entrado em vigor em 23 de janeiro daquele ano.

A demora para que o tema fosse discutido no Plenário do STF gerou reações, inclusive dos ministros da Corte máxima. O ministro Gilmar Mendes, por exemplo, chegou a classificar o julgamento como 'única forma de organizar fuga para frente decente do Judiciário'.

Uma decisão liminar de Fux trava, há três anos, a implementação da mudança, aprovada no pacote anticrime. A nova dinâmica para tramitação de processos deveria ter entrado em vigor em 23 de janeiro de 2020.

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Na primeira sessão de julgamento do caso, Fux justificou sua decisão. Afirmou que agiu por 'responsabilidade' com o Poder Judiciário e que não poderia 'fechar os olhos' para uma mudança 'tão radical'.

Até o momento, os ministros não se pronunciaram sobre o tema. As sessões de discussão sobre o juiz de garantias foram marcadas por manifestações de advogados que entraram com as ações no STF e também por sustentações orais de entidades que se qualificaram como 'amigas da corte', apresentando argumentos para subsidiar a decisão da Corte máxima.

O julgamento deve ser retomado nesta quarta, 20, com mais manifestações, inclusive do Instituto Não Aceito Corrupção.

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