Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Grupo ligado à Força Sindical promove evento de apoio a Nunes e minimiza acerto com Bolsonaro

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Lideranças da Força Sindical minimizaram a aproximação de Ricardo Nunes (MDB) com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em evento de promoção do prefeito junto a trabalhadores da construção civil de São Paulo nesta segunda-feira, 22. A entidade sindical se opôs a Bolsonaro durante todo o seu mandato, acusando-o de atacar direitos sociais e de negacionismo na pandemia. Nomes históricos do movimento, no entanto, defendem uma aliança com Nunes e entendem que a oficialização da entrada do PL de Bolsonaro na chapa do prefeito não compromete a decisão.

"Eu conheço o Ricardo há muitos anos. Ele nunca foi um cara de direita. É um cara de centro, que aglutinou em volta dele o maior conjunto de partidos que São Paulo já viu", declarou o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade), presidente de honra da Força Sindical. "É uma experiência importante no Brasil essa capacidade de trazer pessoas da extrema-direita à esquerda. Não tem problema o apoio de um partido de direita. O que importa para nós é que você está cuidando de São Paulo".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Nunes, por sua vez, declarou que "a democracia verdadeira é a que você dialoga com todo mundo e respeita os posicionamentos" e aproveitou o discurso para se afastar de posicionamentos radicais de Bolsonaro, como o viés antivacina. "Durante a pandemia, na nossa cidade, não faltou enfermaria, UTI, oxigênio para ninguém e nos tornamos a capital mundial da vacina."

O evento com trabalhadores da construção civil é visto como uma tentativa de Paulinho da Força e do Solidariedade, que anunciou apoio a Nunes na semana passada, de estender esse aval para a Força Sindical como um todo. Seria um contraponto da campanha do prefeito a outros movimentos sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que estão com o seu principal adversário na disputa, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL).

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, não compareceu ao encontro. Ele faz parte do chamado "Conselhão" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e recentemente teve encontro com os ministros Luiz Marinho, do Trabalho, e Alexandre Padilha, de Relações Institucionais, em Brasília.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Solidariedade, uma legenda de centro-esquerda, fez campanha para Lula nas eleições de 2022 contra Bolsonaro, mas rompeu com o PT em São Paulo por conta de "promessas não cumpridas", nas palavras de Paulinho da Força, sem maiores detalhamentos. O deputado elogiou o prefeito nesta segunda-feira pelo programa de obras habitacionais e de recapeamento, além de cursos profissionalizantes. Alfinetou ainda a ex-prefeita Marta Suplicy, que será vice de Boulos no pleito, dizendo que seu governo "só fazia imposto", e apoiou a escolha de Aldo Rebelo, "um esquerdista que tem relação com todo o mundo político no Brasil", para o seu lugar na Secretaria de Relações Internacionais.

Além do deputado, o presidente do Sindicato de Trabalhadores da Construção Civil, Ramalho da Construção (PSD), e o ex-deputado Luiz de Medeiros, um dos fundadores da Força Sindical, e Wilma Campos Machado, viúva do ex-deputado estadual Campos Machado e ligada ao Avante, estiveram presentes no auditório. Ramalho e Wilma apareceram em pôsteres sugerindo candidatura nas eleições de outubro; na entrada, os convidados receberam camisetas com o nome do primeiro.

Convocação contra a Enel

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Paulinho da Força sinalizou ainda que usará o mandato parlamentar em Brasília para comprar uma briga do prefeito Ricardo Nunes contra a Enel, concessionária de energia elétrica em São Paulo, diante da crise dos apagões. O parlamentar anunciou que pretende articular uma convocação da empresa e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para prestar explicações na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Anunciou ainda que deve entregar, junto com o prefeito, uma denúncia no Tribunal de Contas da União (TCU), em fevereiro.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV