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Governo estima impacto do projeto de reajuste a servidores do Executivo em R$ 5,3 bilhões

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O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) calcula que o impacto orçamentário do projeto relativo ao Poder Executivo aprovado ontem, 3, pela Câmara dos Deputados é de até R$ 5,3 bilhões em 2026, sendo R$ 1,08 bilhão relativo ao texto original e que trata da criação de 16 mil cargos para as instituições federais de ensino, no âmbito do Ministério da Educação (MEC), e de 1,5 mil novas carreiras transversais do Ministério da Gestão, e R$ 4,2 bilhões referentes ao projeto que foi apensado ao texto principal, referente a remunerações, gratificações e criação de carreiras.

Segundo a pasta, os valores já estão previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, mas não necessariamente serão executados integralmente neste ano, porque dependem da implantação dos Institutos Federais de Educação (IFEs) e da própria realização ou finalização dos concursos para os cargos que estão sendo criados.

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"As despesas decorrentes das medidas propostas estão alinhadas às projeções orçamentárias já incorporadas ao planejamento de gastos com pessoal e serão implementadas de forma gradual, respeitando cronogramas, regras legais e etapas de regulamentação", disse o MGI.

"O texto reúne medidas estruturantes para enfrentar a fragmentação histórica do sistema de carreiras, reduzir distorções remuneratórias e atualizar instrumentos de gestão da força de trabalho no Executivo federal, alinhando organização de carreiras, valorização profissional e capacidade de entrega do Estado", defendeu o MGI.

O texto aprovado ontem pela Câmara é de autoria do Poder Executivo e segue para análise do Senado Federal. É apartado de dois projetos que reestruturam carreiras dos servidores da Câmara e do Senado, também aprovados ontem pela Câmara, os quais modificam os planos de carreira dos servidores das duas Casas. Esses projetos já tinham sido aprovados pelo Senado e foram remetidos à sanção presidencial. No caso dos servidores do Congresso, o impacto estimado das medidas não foi informado.

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Entre os eixos centrais do projeto relativo ao Executivo Federal, o Ministério da Gestão destacou a criação da carreira de Analista Técnico do Poder Executivo Federal (ATE), uma carreira transversal de nível superior voltada ao suporte administrativo e técnico, que organiza 66 cargos atualmente dispersos em diferentes planos e estruturas em apenas um. Segundo o MGI, isso deverá modernizar a administração pública e dar maior coerência à organização do sistema de carreiras, reduzir assimetrias e fortalecer áreas estratégicas para o funcionamento dos órgãos públicos.

A carreira reúne cargos como administrador, analista técnico-administrativo, arquivista, bibliotecário, contador e técnico em comunicação social, entre outros, transformando-os em ATE. "A proposta busca promover maior coerência entre atribuições semelhantes, reduzir assimetrias remuneratórias e fortalecer a atuação integrada dessas áreas, fundamentais para o funcionamento dos órgãos públicos e para a melhoria contínua da prestação de serviços à sociedade", defendeu o ministério.

Além da nova carreira, o projeto cria gratificação temporária destinada a servidores que atuam em atividades técnicas e administrativas e que não integram carreiras estruturadas. "O instrumento tem caráter temporário, quantitativos limitados e critérios definidos em lei, como mecanismo de valorização profissional sem ampliar a fragmentação do sistema de carreiras", afirmou a pasta. O projeto também promove ajustes em planos de cargos específicos.

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A maior parte do impacto (R$ 4,2 bilhões do total de R$ 5,3 bilhões) está concentrada no projeto que cria e reestrutura remunerações e carreiras (Analista Técnico do Poder Executivo, Plano Especial de cargos do Ministério da Cultura, Receita Federal e Auditoria Fiscal do Trabalho, reconhecimento de saberes e competências dos técnicos em educação, indenização de fronteira para Ibama, ICMBio e Abin, dentre outros). Esse texto incorporou ajustes negociados com as carreiras em mesas de negociação com o Ministério da Gestão.

No conjunto, as medidas alcançam cerca de 200 mil servidores de diferentes carreiras, incluindo ativos e aposentados.

Instituto no Estado de Motta

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O texto ainda incorporou um projeto que cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, por desmembramento do Instituto Federal da Paraíba, reduto do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Motta defendeu a criação do instituto e disse que o novo arranjo permitirá promover a interiorização do ensino técnico e superior no País.

Ao todo, sete campi irão compor o novo instituto. Para Motta, a medida deverá criar condições para que os investimentos aumentem e as oportunidades de acesso a esses cursos sejam mais viáveis. "Sempre lutei para que minha região pudesse ter a sua instituição de ensino técnico e superior", disse.

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