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Gonet pede à PF parecer sobre devolução de bens de ex-ministro condenado no 8 de janeiro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, requereu manifestação da Polícia Federal, nesta sexta-feira, 23, sobre um pedido de devolução dos bens apreendidos com o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 19 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

A manifestação da PGR foi feita após a defesa do general da reserva pedir a restituição de todos os itens recolhidos durante a investigação. Os advogados alegaram que o processo já foi encerrado, as perícias concluídas e que não haveria mais interesse do Estado em manter os bens sob custódia.

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Em parecer enviado à Corte, a Procuradoria-Geral da República afirmou que não há nos autos manifestação da PF sobre a necessidade de manter os objetos apreendidos. Segundo Gonet, não se identifica, até o momento, justificativa formal para a retenção do material.

O procurador-geral fez uma ressalva. "Ainda que já tenha ocorrido o trânsito em julgado da ação penal que promoveu a condenação do executado, não se vislumbra nos autos manifestação policial a respeito da pertinência em eventual manutenção da custódia dos bens. Subsiste dúvida, portanto, quanto à viabilidade da restituição, uma vez que tais objetos ainda podem ser imprescindíveis para perícias e análises investigativas", pontuou.

O procurador pediu que a Polícia Federal seja intimada para informar se ainda existe necessidade de custódia dos itens apreendidos de Nogueira.

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O ex-ministro está preso desde novembro no Comando Militar do Planalto, no Distrito Federal. General do Exército, Paulo Sérgio Nogueira comandou o Ministério da Defesa no governo Jair Bolsonaro e foi condenado na ação penal que investigou a tentativa de golpe de Estado após o resultado das eleições presidenciais de 2022.

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