Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Fux critica 'irresponsáveis' em Porto Alegre e suspende a lei que instituiu o Dia do Patriota

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Com duros recados aos parlamentares de Porto Alegre (RS), o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a lei que instituiu o Dia do Patriota, a ser celebrado no 8 de janeiro - dia em que extremistas devastaram as dependências do Planalto, Congresso e STF, em Brasília. "Patriotismo não se concilia com a anarquia. Esse dia 8 de janeiro de 2023 só admite uma categorização: o dia da infâmia", ressaltou o ministro.

Para Fux, a lei que instituiu o Dia do Patriota é um "quadro sem retoques do que representam legisladores irresponsáveis". Segundo o ministro, "sob a máscara do amor à pátria", a norma "exalta a atuação" dos golpistas que invadiram e depredaram as sedes dos três Poderes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Os infames atos do dia 8 de janeiro entraram para a história como símbolo de que a aversão à democracia produz violência e desperta pulsões contrárias à tolerância, gerando atos criminosos inimagináveis em um Estado de Direito. O dia 8 de janeiro não merece data comemorativa, mas antes repúdio constante, para que atitudes deste jaez não se repitam", frisou.

A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi assinada nesta segunda-feira, 28, mesmo dia que vereadores de Porto Alegre decidiram revogar o Dia do Patriota. Apesar do esvaziamento da ordem de suspensão, o despacho de Fux serviu para fazer duras ponderações sobre o 8 de janeiro.

O ministro frisou que a "discricionariedade legislativa" de nenhuma das cidades do País pode chegar ao "patamar ilógico de conferir a um Poder Legislativo municipal fazer apologia de atos considerados criminosos", ainda mais transformando a mesma em lei.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Atuar, efetiva ou simbolicamente, contra o regime democrático é violentar a Constituição que lhe institui, é ceifar lhe de morte", indicou.

Fux frisou que partidos políticos têm o dever de velar pela a soberania nacional, o regime democrático e os direitos fundamentais da sociedade, responsabilidade que se estende aos filiados dos mesmos, eleitos ou não.

"Se à luz da Constituição é inequívoco que não podem existir partidos políticos que se posicionem no cenário público em contradição a estes valores (entre os quais o regime democrático), por certo não podem fazê-lo seus filiados, detentores ou não de mandato eletivo", frisou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV