Flávia Francischini cita falta de apoio no União Brasil e sinaliza troca de partido
Parlamentar critica a falta de acolhimento às demandas femininas em Brasília e exalta a estrutura de capacitação do Solidariedade
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A deputada estadual Flávia Francischini expôs, nesta quinta-feira (5), seu descontentamento com a atual legenda, o União Brasil. Durante visita a Apucarana, a parlamentar revelou sentir falta de suporte para suas pautas e indicou uma possível volta ao Solidariedade, seu antigo partido.
“Infelizmente, no partido que estou hoje, não tenho o respaldo de fazer uma capacitação das nossas candidatas, de ter esse olhar sensível. Já tive muitas demandas em Brasília que não foram atendidas”, desabafou Francischini. A deputada exaltou a estrutura de acolhimento e formação de lideranças femininas de sua antiga sigla, reforçando que "precisa estar em um partido que a abrace".
Do Autismo à Síndrome de Down
Francischini mantém o foco em sua bandeira principal: a inclusão. Após consolidar o primeiro Código do Autista da América Latina no Paraná, a deputada anunciou a criação do Código da Pessoa com Síndrome de Down.
A iniciativa surgiu após ouvir famílias que se sentem desamparadas pela legislação atual. "Muitas vezes, a criança com Down é tratada como 'caronista' nas escolas, aproveitando o tutor destinado ao autista. Isso não é digno. Cada um precisa ter seu direito garantido", afirmou, ressaltando que o projeto já está em discussão com o presidente da ALEP, Alexandre Curi.
Investimentos em Apucarana e Sucessão Estadual
A deputada também prestou contas de sua atuação na região, confirmando que destinará R$ 1,8 milhão para a construção de um novo Cmei em Apucarana. O valor é uma nova tentativa de investimento, após a verba anterior não ter sido utilizada pela prefeitura por questões técnicas. Ao todo, a parlamentar já viabilizou cerca de R$ 2,8 milhões para a cidade em áreas como saúde e infraestrutura.
No cenário macro, Flávia Francischini confirmou sua pré-candidatura à reeleição em 2026 e avaliou a disputa pelo Palácio Iguaçu. Segundo ela, a direita paranaense está bem servida com nomes como Sérgio Moro, Alexandre Curi e Guto Silva. “São três candidatos bons e de direita, o que dificulta para o eleitor, mas garante que os valores da família e do livre mercado sejam defendidos”, concluiu.
A parlamentar, que é a primeira mulher a ocupar a 1ª vice-presidência da ALEP em 170 anos, finalizou destacando que sua cadeira é um espaço aberto para todas as mulheres paranaenses, independentemente das turbulências partidárias.
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