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Fantasma de 81 milhões de processos faz cúpula do Judiciário definir onze metas para 2024

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Para debelar a grande enxurrada de ações pendentes nos tribunais de todo o País - onde estão empilhados 81 milhões de processos cíveis e criminais à espera de solução -. a cúpula do Judiciário definiu onze metas para 2024, entre elas estimular a conciliação. O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), pede "empenho" dos juízes para enfrentar o congestionamento de ações contra o INSS e de execução fiscal. Uma das metas aprovadas consiste em priorizar o julgamento de procedimentos relativos aos crimes contra a administração pública, improbidade administrativa e ilícitos eleitorais. O conjunto de objetivos a serem alcançados foi aprovado durante o 17º Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizado entre os dias 4 e 5 em Salvador, sob coordenação do Conselho Nacional de Justiça e conduzido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso. A cúpula da Justiça manteve diretrizes que já haviam sido estabelecidas para 2023, como a solução de casos relacionados aos direitos das comunidades indígenas e quilombolas (meta 10), que trata de processos de ações ambientais.

Confira as metas:

1. Julgar mais processos que os distribuídos; 2. Julgar processos mais antigos; 3. Estimular a conciliação; 4. Priorizar o julgamento dos processos relativos aos crimes contra a Administração Pública, à improbidade administrativa e aos ilícitos eleitorais; 5. Reduzir a taxa de congestionamento (exceto execuções fiscais); 6. Priorizar o julgamento das ações coletivas (apenas STJ e TST); 7. Priorizar o julgamento dos processos dos maiores litigantes e dos recursos repetitivos (apenas STJ); 8. Priorizar o julgamento dos processos relacionados ao feminicídio e à violência doméstica e familiar contra as mulheres; 9. Estimular a inovação no Poder Judiciário; 10. Impulsionar os processos de ações ambientais e casos relacionados aos direitos das comunidades indígenas e quilombolas; 11. Impulsionar processos relacionados à infância e juventude. Segundo informou o Conselho Nacional de Justiça, a Meta Nacional 1 - julgar mais processos que os distribuídos - e a 2 - julgar processos mais antigos - foram mantidas. Elas são metas de monitoramento contínuo "em razão da sua importância para o controle do estoque de demandas do Poder Judiciário". Sobre a Meta 3 - estimular a conciliação -, Barroso reforçou. "O advogado do futuro não será aquele que proporá belas ações, mas aquele que evitará a propositura das ações com a capacidade de negociação". O ministro destacou a Meta 5, redução da taxa de congestionamento. "Teremos muito empenho para enfrentar o congestionamento causado na Justiça Federal pelas ações contra o INSS, que é um problema que estamos tentando equacionar, e, na Justiça estadual, sobretudo as ações envolvendo a execução fiscal." Também foram mantidas a Meta 6 - priorizar o julgamento das ações coletivas; a 7 - priorizar o julgamento dos processos dos recursos repetitivos; a 8 - priorizar o julgamento dos processos relacionados ao feminicídio e à violência doméstica e familiar contra as mulheres; e a 9 - estimular a inovação no Poder Judiciário. Os tribunais se comprometeram a solucionar o maior número de casos relacionados aos direitos das comunidades indígenas e quilombolas e impulsionar os processos de ações ambientais. O ministro corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão, ressaltou a importância de conter o avanço da montanha de 81 milhões de ações e conclamou os magistrados à luta. "Cabe a cada um de nós verificar, no âmbito de nossa atribuição, contribuir para diminuir esse volume extraordinário que nós temos e que nos coloca como um dos maiores volumes de trabalho do planeta e também um Judiciário com o maior desempenho."

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