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Ex-sócio de presidente do TJ-MS sobre propinas: 'Leilão danado, cada um quer mais que o outro'

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A Polícia Federal encontrou no celular de um advogado de Mato Grosso do Sul um diálogo que acredita registrar a venda de uma decisão judicial e o pagamento de propina a desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado, entre eles o presidente da Corte, Sergio Fernandes Martins - agora afastado das funções por ordem do ministro Francisco Falcão, do Superior Trivunal de Justiça.

O advogado é Felix Jayme da Cunha. Ele foi sócio do escritório de advocacia de Sérgio Martins - o desembargador chegou ao tribunal pela via do quinto constitucional da advocacia.

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Martins foi um dos alvos principais da Operação Última Ratio, aberta nesta quinta, 24, no rastro de um esquema de venda de sentenças no TJ-MS, com a participação de lobistas, servidores e parentes de magistrados.

Segundo a PF, ao tratar com um servidor do tribunal, Danillo Moya Jerônymo (afastado no bojo da Última Ratio), sobre o resultado de um julgamento, o advogado escreveu: "Pqp leilão danado. Cada um quer mais que o outro."

Segundo a Polícia Federal, Felix Jayme da Cunha chegou a antecipar o resultado do julgamento que ocorreu em 2021. "To ticado hum julgamento das 14 hrs de hj sai agorá do TJ vou faturar por 3x2", escreveu.

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Ele anotou, dias depois do julgamento, que "tava complementando um pagamento daquele que foi terça". "Oh, coisa boa hein, Solito, aí, o seu eu ranco hoje, ontem eu terminei de pagar os caras lá", diz.

Felix se refere três desembargadores por apelidos: Bolachinha, Marcão e Divoncir. Para a PF, o desembargador Sergio Fernandes Martins seria o 'bolachinha' citado. Ele é alvo principal da Operação Ultima Ratio.

Os investigadores veem "fortes indícios" de que uma decisão dos desembargadores Martins, Divonvir Schreiner Maran e Marcos José de Brito Rodrigues, em abril de 2021, "foi fruto de corrupção deles". Na ocasião, os magistrados derrubaram a decisão de outros três desembargadores da Corte matogrossense.

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No diálogo, o interlocutor de Felix era Danillo Moya Jeronymo, servidor da Corte sulmatogrossense também afastado por ordem do STJ. Assim como Martins e os outro quatro magistrados afastados das funções no âmbitro da Ultima Ratio, Jeronymo terá de usar tornozeleira eletrônica.

A PF resgatou mensagens anteriores entre Danillo e Felix, de 2019. Eles falam de pagamentos devidos a um desembargador que chamam de "gordo". Para a PF, "gordo" seria o desembargador Marcos Brito. "Dia meu amigo Paulo. Paulo, que horas você vai depositar o do Gordo ai, já tá me ligando aqui. Não fura hoje não hem Paulo. Um abraço meu amigo. ..."

Felix diz a Danillo que fez um pagamento de R$ 15 mil ao magistrado. "Ficou macio. Lembrei ele que é nove arrobas cada e que 15 passou de 10 cabeças. Ficou joia. Ele tava achando que dava 1.500 por vaca lkkk".

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A PF suspeita que o valor supostamente combinado de propina era o equivalente a 9 arrobas de gado e que os investigados teriam pagado mais que o combinado ao magistrado.

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