Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Ex-sócio de Flávio Bolsonaro em chocolataria cobra dívida milionária na Justiça

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O empresário Alexandre Ferreira Dias Santini, antigo sócio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numa chocolataria na Barra da Tijuca (RJ), cobra do senador na Justiça indenização de R$ 1,47 milhão. A cobrança tem duas justificativas: uma divisão desigual dos lucros e pagamentos que Santini diz ter feito sem receber reembolso. O processo abre a caixa de contabilidade da empresa e traz vários comprovantes de pagamentos, incluindo transferências que saem da conta pessoal do empresário para a da loja de chocolates. No entanto, o texto do pedido menciona apenas um gasto: R$ 75 mil que foram pagos à Nogueira Materiais de Construção nos dias 23 e 30 de dezembro de 2019. A empresa fica na cidade carioca de São Gonçalo, a 65 quilômetros da antiga chocolataria. No próprio processo, Santini ofereceu o nome e o CNPJ da loja. Os outros gastos são apenas enumerados. O rito processual escolhido é um pouco diferente de um processo normal: o objetivo de Santini é fazer um acordo, que, homologado pela Justiça, tem a mesma força de uma sentença. A reportagem procurou os três envolvidos: Flávio, Santini e a Nogueira Materiais de Construção. A representante do estabelecimento chegou a confirmar que fez um serviço de reforma na chocolataria, mas disse que checaria se os pagamentos foram feitos e não retornou mais. O senador e o empresário não atenderam o

Estadão

. Flávio é investigado na Justiça por causa dessa loja. O Ministério Público do Rio de Janeiro suspeita que ele usou a Bolsotini Chocolates e Café Ltda para lavar dinheiro que vinha de "rachadinhas" - prática na qual parte dos salários de assessores voltam para o bolso do parlamentar - em seu gabinete quando era deputado estadual no Rio. Na época, o MP chegou a apontar a lavagem de R$ 2,1 milhões apenas por meio da chocolataria. A desavença entre Flávio Bolsonaro e Alexandre Santini foi revelada pelo Metrópoles e teria motivos pessoais. Ao portal, o empresário disse que possuiria informações que incriminam o senador. "Se eu quiser, eu ponho o Flávio na cadeia. Com o que eu tenho na mão, ele vai preso. Sei tudo da vida dele", disse o ex-sócio. Os holofotes se voltaram para a chocolataria em 2020, por causa de uma inspeção feita pelo grupo CRM, proprietário de marcas de chocolate - dentre elas, a Kopenhagen, franquia à qual o estabelecimento era filiado. O estabelecimento do senador e do empresário vendia os produtos a preços menores do que o tabelado, mas lançavam os valores cheios nas notas. A prática, além de configurar crimes e ilícitos fiscais, viola as diretrizes que a companhia estabelece para franqueados. Em fevereiro de 2021, Flávio e Santini venderam o ponto, que hoje é administrado pela própria CRM. Um mês depois, em março, o CNPJ da empresa foi baixado. Para isso, é necessário quitar todas as dívidas e pendências do estabelecimento. Nesse meio tempo, Santini buscou se blindar das investidas do Ministério Público. Enquanto Flávio chegou a ser denunciado e colocado no banco dos réus, em janeiro de 2020 o empresário conseguiu um habeas corpus para trancar o inquérito apenas em relação a ele. O senador conseguiu anular no Superior Tribunal de Justiça (STJ) as provas colhidas durante o inquérito das "rachadinhas", ato que teve como efeito rebote o desmanche da denúncia. No entanto, o caso continua aberto e recebeu novas provas, vindas das investigações de fraude nas carteiras de vacinação de Jair Bolsonaro (PL) e sua filha mais velha, Laura.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV