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Ex-presidente argentino diz que progressistas 'devem unir esforços' após reunião com Gleisi

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O ex-presidente da Argentina Alberto Fernández, após uma reunião com a deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que as forças progressistas da América Latina "devem unir esforços". De acordo com Fernández, a aliança é fundamental em um momento em que a "direita coloca em crise a lógica do sistema republicano".

O encontro entre os dois políticos ocorreu nesta segunda-feira, 13, na sede do Partido dos Trabalhadores, em Brasília, para discutir uma "articulação contra a extrema direita". "Tive uma reunião magnífica com Gleisi", escreveu Fernández no X (antigo Twitter).

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Segundo a publicação do ex-presidente argentino, houve "troca de ideias" a respeito do que está ocorrendo no mundo, na América Latina e "especialmente sobre a relação entre Brasil e Argentina". Atualmente presidido pelo libertário Javier Milei, o país vizinho não estabeleceu uma aproximação com o governo brasileiro.

"Estamos convencidos de que as forças progressistas da região devem unir esforços", escreveu Fernández, que ainda disse que ele e Gleisi se comprometeram "a avançar no debate durante uma reunião do Grupo de Puebla em Brasília". Além disso, Fernández destacou ser preciso "traçar o caminho a seguir neste momento tão difícil que estamos enfrentando".

Nos últimos meses, a deputada se reuniu com representantes de outros países com o objetivo de tratar das relações internacionais do PT. A fim de estreitar os laços entre a sigla e o Partido Comunista de Cuba, Gleisi assinou, no fim de março, um acordo de cooperação e intercâmbio com a legenda cubana. De acordo com a deputada, o pacto visa fortalecer a troca de experiências entre as duas organizações.

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Ainda segundo Gleisi, o partido brasileiro tem o interesse de dialogar "sobre o que mais o Brasil pode fazer para ajudar Cuba, em meio ao bloqueio que está sofrendo". Ela também afirmou que o presidente cubano e primeiro secretário do Partido Comunista, Diáz-Canel, agradeceu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para fazer frente ao embargo norte-americano ao país caribenho.

Já em abril, uma delegação petista liderada pela presidente do partido foi recebida pelo secretário do Partido Comunista da China (PCCh) em Pequim. À época, Gleisi disse querer "aprofundar as parcerias" entre as siglas e afirmou que o fortalecimento da relação de 40 anos dos partidos pode favorecer o desenvolvimento sustentável e a superação dos "desafios globais que estamos enfrentando".

Durante um seminário realizado para celebrar a aliança, a deputada leu uma carta escrita pelo presidente Lula, em que ele afirmou que os anos de cooperação e amizade entre os países "apontam para um futuro compartilhado".

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