Em evento com Lira, PP filia secretário de Tarcísio enquanto negocia ministério de Lula
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Em evento com presença de nomes proeminentes da cúpula do partido, o PP filiou nesta quinta-feira, 17, o secretário estadual da Casa Civil, Arthur Lima. Braço direito do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lima é referenciado nos bastidores como "gerente" do governo, alcunha usada com recorrência para mensurar sua centralidade nas decisões da gestão.
O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido, estão entre as lideranças do PP que desembarcaram em São Paulo para prestigiar a filiação. O evento reuniu também nomes como a senadora Tereza Cristina (MS), lançada por Nogueira como opção da legenda para 2026, e o governador de Roraima, Antônio Denarium (PP). O governador Tarcísio não participou do ato por questões de agenda, segundo sua assessoria.
O PP filia Lima ao mesmo tempo em que negocia um ministério no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, oposição a Tarcísio. A expectativa é de que a entrada do partido na gestão aconteça nos próximos dias, quando o deputado federal André Fufuca (PP-PB) deve assumir o comando de uma pasta, ainda a ser escolhida por Lula.
Lira elogiou Lima e afirmou que a filiação do secretário deixa o partido "mais moderno, mais para frente". O presidente da Câmara ressaltou, ainda, que o PP é uma sigla de "de direita conservador, que não erra seus rumos".
Em discurso no evento, Nogueira desfilou elogios a Tarcísio e criticou o governo federal. "Temos que buscar uma única via que nos leve ao futuro, que diferente das pessoas que governam hoje o país, não tratem as pessoas como problema", disse. Ele voltou a defender o nome do governador para disputar a Presidência em 2026, mas disse que o PP estará ao lado dele mesmo que decida concorrer à reeleição. Sem citar o nome do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), Nogueira também conclamou uma aliança de apoio à reeleição do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), para defender a cidade do que chamou de "aventureiros".