Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Desvio de emendas: conversa de ex-assessor levou PF a investigar senador Eduardo Gomes

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Mensagens encontradas nos celulares apreendidos na investigação sobre o desvio de emendas no Maranhão colocaram a Polícia Federal no encalço no senador Eduardo Gomes (PL-TO). O "encontro fortuito de provas" levou a PF a pedir uma apuração independente sobre a possível participação dele no comércio de emendas. O inquérito foi aberto em agosto de 2024, mas só agora veio a público, com o levantamento do sigilo da Operação Emendário.

Em nota, o senador informou que todas as emendas individuais indicadas por ele foram destinadas ao Tocantins, Estado pelo qual se elegeu. "A única emenda individual destinada para outro Estado, foi para o Rio Grande do Sul para atender à calamidade que assolou o Estado, no valor de R$1 milhão de reais. Os recursos destinados a outros Estados foram feitos por ocasião de ser relator setorial do orçamento, atendendo a parlamentares desses Estados."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável à instauração do inquérito. O vice-procurador-geral da República Hindemburgo Chateaubriand pediu a "autuação de petição autônoma destinada à realização de diligências preliminares".

Ao se deparar com as mensagens, o delegado Roberto Santos Costa, responsável pela Operação Emendário, defendeu uma nova investigação para "apurar detidamente os fatos".

"Pelo fato de os episódios fortuitamente encontrados não guardarem correlação com as emendas ora investigadas, a Polícia Federal entende que, salvo melhor Juízo, os fatos devem ser esclarecidos em novos Inquéritos", escreveu o delegado em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal no final de 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As mensagens que implicaram o senador foram trocadas entre Carlos Lopes, secretário parlamentar do deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA), denunciado na Operação Emendário, e Lizoel Bezerra, ex-assessor do senador, em 2022. Segundo a PF, Lizoel cobra um total R$ 1,3 milhão e pede o pagamento de pelo menos R$ 150 mil.

"Me dá uma posição. Homem está na agonia. Pagar contas e viajar", escreve o ex-assessor de Eduardo Gomes. "Só de conta para amanhã tem 76 kkkk. Veja uns 150 pelo menos. Por causa da viagem."

A PF acredita que o homem "agoniado" seja o senador. Isso porque Lizoel Bezerra envia a Carlos Lopes um print de uma conversa com um contato salvo como Eduardo Gomes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No dia seguinte, o ex-assessor do senador volta a cobrar Carlos Lopes. "Bom dia Carlos. Alguma novidade. A camionete (sic) chegou?", diz Lizoel Bezerra. O secretário responde que "não chegou nada, tanto em conta como no chão". Para a PF, a expressão "no chão" é referência ao pagamento de dinheiro em espécie.

Eduardo Gomes foi líder do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Senado. Em 2019, foi um dos relatores do Orçamento do ano seguinte.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline