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Desfile com Lula repete 2006, quando escola com referência a Alckmin e Serra acabou rebaixada

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A decisão da Acadêmicos de Niterói de levar para a avenida um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rememora outro caso envolvendo carnaval e eleições. Em 2006, a Leandro de Itaquera, de São Paulo, exibiu alegorias com bonecos do então governador Geraldo Alckmin (na época, no PSDB) e do então prefeito José Serra (PSDB) em ano eleitoral.

Meses antes do pleito, a Leandro de Itaquera apresentou no Sambódromo do Anhembi um enredo sobre festas e tradições paulistas, com referências às obras de rebaixamento da calha do Rio Tietê, uma das principais vitrines administrativas dos tucanos no Estado. A agremiação paulista acabou rebaixada naquele ano. Agora, a escolha que homenageou Lula também caiu para a segunda divisão do carnaval carioca.

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Um dos carros alegóricos trazia bonecos em grandes proporções de Alckmin e Serra, além de um busto do ex-governador Mário Covas e a imagem de um tucano na parte frontal da alegoria. A exibição provocou reação do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Municipal de São Paulo.

À época, vereadores petistas ingressaram com ação popular na Justiça paulista para tentar impedir o desfile com as menções aos tucanos. A bancada também apresentou requerimento para apurar eventual repasse de recursos públicos à escola e acionou o Judiciário sob alegação de possível infração à legislação eleitoral.

A Leandro de Itaquera acabou rebaixada ao fim daquele carnaval. Assim como no episódio atual, a queda ocorreu após um desfile marcado por referências a figuras do cenário político nacional.

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No Rio de Janeiro, no entanto, o rebaixamento de escolas recém-promovidas da Série Ouro para o Grupo Especial é recorrente e costuma ocorrer já no primeiro ano na elite.

Críticas e representações na Justiça

A oposição a Lula já havia criticado na segunda-feira, 16, o desfile da Acadêmicos de Niterói homenageando o petista. O Partido Novo anunciou que acionará novamente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a inelegibilidade do presidente. A legenda já havia tentado barrar a apresentação.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na disputa presidencial, também criticou o petista e disse que ele usa dinheiro público "para fazer campanha antecipada para ele mesmo". O pré-candidato na eleição deste ano afirmou que também pretende entrar com uma ação contra Lula no TSE em razão da apresentação.

A Frente Parlamentar Católica e a Frente Parlamentar Evangélica no Congresso criticaram o desfile. As duas bancadas afirmam que o conteúdo exibido desrespeitou a fé cristã e que acionarão o Judiciário e órgãos de controle.

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ) afirmou, em nota divulgada na terça-feira, 17, que a escola de samba "cometeu prática de preconceito religioso dirigido aos cristãos".

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, minimizou às críticas ao desfile e classificou como "ridícula" a tentativa de transformar a homenagem a Lula em desgaste político.

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