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'Derrotamos o bolsonarismo', diz Barroso; Pacheco cobra retratação

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso afirmou que "nós derrotamos o bolsonarismo" em um discurso no congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), na noite desta quarta-feira, 12, em Brasília. Com a repercussão da declaração, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmaram que vão entrar com pedido de impeachment do magistrado. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), cobrou uma retratação do ministro - o Senado é a casa legislativa responsável por dar início a processos do gênero.

Em nota oficial publicada no site do STF, o ministro afirmou respeito pelo contraditório e disse ter-se referido a uma minoria golpista. "Jamais pretendi ofender os 58 milhões de eleitores do ex-presidente nem criticar uma visão de mundo conservadora e democrática, que é perfeitamente legítima. Tenho o maior respeito por todos os eleitores e por todos os políticos democratas, sejam eles conservadores, liberais ou progressistas", diz o documento.

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As falas foram em reação a um grupo de estudantes que protestava contra a presença do ministro, chamado de "inimigo da enfermagem" e articulador do golpe de 2016", em referência aos votos do magistrado sobre o piso salarial da categoria e o rito do impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Barroso foi vaiado.

Discurso

"Nós estamos criando um futuro novo e enfrentando a desigualdade racial de modo que eu saio daqui com a energia renovada pela concordância e pela discordância, porque essa é a democracia que nós conquistamos. Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, nós derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas", disse Barroso, em seu discurso.

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Durante a fala, o ministro também citou a luta contra a ditadura militar e a defesa da democracia. "Estar aqui é reencontrar o meu próprio passado de enfrentamento do autoritarismo, da intolerância e de gente que grita em vez de ouvir, de gente que xinga em vez de botar argumentos na mesa. Isso é o bolsonarismo! Quem tem argumentos, quem tem razão, quem tem a história do seu lado coloca argumentos na mesa. Não xinga, não grita. Esse é o passado recente no qual estamos tentando nos livrar."

Reações

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a oposição entrará com pedido de impeachment sob a justificativa de o magistrado "exercer atividade político-partidária". "Se, por um milagre, houver justiça nesse país, a perda do cargo é inegável", disse. A deputada Bia Kicis (PL-DF) classificou a declaração como "atuação contra uma força política". "Gravíssimo! Nós entraremos com pedido de impeachment."

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O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Carlos Jordy (PL-RJ), também defendeu o pedido de abertura de impeachment do ministro. "Isso é normal? Escrachou de vez? Imagine um ministro do STF dizendo numa palestra que eles 'derrotaram o lulo-petismo'."

Em nota, a presidente da UNE, Bruna Brelaz, repudiou a "atitude antidemocrática de grupos minoritários" que desrespeitou o ministro e outros oradores. Segundo ela, as vaias "vieram de um pequeno grupo ligado ao Partido Comunista Brasileiro, que faz oposição à atual gestão da UNE".

Julgamentos

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O ex-vice-presidente e hoje senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) disse que as decisões do ministro no Supremo serão "sempre tendenciosas". O ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo de seis inquéritos que tramitam na Corte. Além disso, é provável que o Supremo seja acionado pelo ex-presidente em recurso no processo que o tornou inelegível por oito anos, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pacheco - apontado como possível candidato a uma vaga futura no Supremo - se pronunciou na mesma linha. "Se não houver um esclarecimento em relação a isso, mesmo uma retratação quanto a isso, até para se explicar a natureza do que foi dito, evidentemente que isso pode ser interpretado como uma causa de impedimento ou suspeição", afirmou o senador. O presidente do Congresso classificou ainda a declaração de Barroso como "inadequada e inoportuna", e criticou a presença do ministro no congresso da UNE, por julgá-lo um evento com forte teor político.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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