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Deputados protocolam ação popular para suspender “free flow” no PR

Um dos principais pontos questionados na ação é que a possibilidade de cobrança de tarifa cheia pelo free flow é ilegal e contraria uma lei federal

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Deputados protocolam ação popular para suspender “free flow” no PR
Autor A ação é movida contra a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) - Foto: RPC

Um grupo de vinte e quatro deputados estaduais protocolou, nesta segunda-feira (2), uma ação popular na Justiça Federal com o objetivo de suspender a implantação do sistema de pedágio eletrônico “free flow” no Lote 4 das concessões rodoviárias do Paraná. A ação é movida contra a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a União e o Consórcio Infraestrutura PR, concessionária responsável pelo trecho.

-LEIA MAIS: Prefeito de Mauá da Serra propõe rota alternativa para desviar de pedágio

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Na ação, os deputados questionam pontos legais sobre a implantação do sistema de cobrança eletrônica “free flow”, inconsistências durante o processo licitatório e denunciam decisões da ANTT que, segundo os parlamentares, atendem apenas aos interesses das concessionárias e não da população impactada pelos pedágios. A Ação Popular foi uma iniciativa dos deputados Evandro Araújo, Luiz Claudio Romanelli, Tercílio Turini e Delegado Jacovós, que ganhou a coautoria de diversos deputados.

Um dos principais pontos questionados pelos deputados na ação é que a possibilidade de cobrança de tarifa cheia pelo free flow é ilegal e contraria a Lei Federal nº 14.157/2021, que regulamentou o sistema de livre passagem no Brasil e está em vigor. Essa lei diz que “a implementação da cobrança pelo uso de rodovias por meio de sistemas de livre passagem, com o intuito de possibilitar pagamentos de tarifas que guardem maior proporcionalidade com o trecho da via efetivamente utilizado”.

Segundo os autores, essa lei deixa claro que o “free flow” deve adotar a cobrança por quilômetro rodado e não por tarifa integral, como as concessionárias pretendem implantar.

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Outro ponto relevante na ação é uma resposta oficial da ANTT, após um pedido de informações feito pelos deputados Evandro Araújo e Tercílio Turini, informando que o sistema free flow no Lote 4 ainda não possui as devidas autorizações prévias para o seu funcionamento, como a apresentação prévia de estudos técnicos à ANTT.

"Essa é uma parte importante da ação, porque, se não há autorização prévia da ANTT, como prevê a documentação do processo licitatório, por que a concessionária está instalando pórticos antes mesmo do início da operação? Mesmo a instalação de pórticos eletrônicos, como está acontecendo agora, precisaria de estudos prévios para assegurar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato e demonstrar vantajosidade. E, segundo a resposta da ANTT, isso, até o momento, também não foi feito", alertou Araújo.

Durante sua fala na sessão plenária, Araújo também denunciou uma alteração no site oficial da ANTT sobre o conceito de free flow, que, segundo ele, foi feita de forma proposital para beneficiar a narrativa de que as concessionárias podem fazer cobrança cheia nesse modelo. Com imagens das alterações realizadas, o deputado afirmou que lavrou ata notarial, e isso também faz parte da Ação Popular.

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"Após a ampla manifestação que o Paraná vem fazendo contra 'free flow' com tarifa cheia, a ANTT, em vez de atender ao interesse público, mudou em seu site uma definição de que o sistema seria feito por uso proporcional da via para apenas uso da via. Isso é uma fragrante tentativa de colocar o interesse privada acima do interesse da coletividade, dos usuários, dentro do que a gente vem cobrando sobre o tema", completou Araújo.

Além desses pontos, a Ação Popular também antecipa a possibilidade de inadimplemento sistemático por parte dos usuários, situação que pode comprometer o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. Diante desse cenário, os deputados solicitam a concessão de tutela de urgência para suspender a implantação do sistema e qualquer cobrança nos moldes atuais, até que haja plena adequação à Lei Federal nº 14.157/2021 e às regras contratuais.

“O que estamos fazendo é buscar uma decisão judicial para garantir justiça. Já tivemos muitas decepções em relação a esse tema no passado, mas esperamos que o judiciário avalie essa ação com responsabilidade e compromisso com o interesse público. Também vamos analisar essa mesma situação nos demais lotes em que haja instalação de pórticos nas mesmas condições”, afirmou Romanelli.

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Ainda esta semana, os deputados devem apresentar mais uma ação popular, desta feita em relação ao aditivo feito pela concessionária, também EPR, relativa à região sudoeste do Paraná. "Eles estão colocando pórticos eletrônicos por meio de um aditivo que a ANTT concedeu ilegalmente. No contrato, não há previsão de pórtico eletrônico, e a concessionária, não respeitando o próprio edital convocatório da licitação e o próprio contrato, faz um aditivo completamente ilegal", disse Romanelli.

"Esta segunda ação judicial contra a EPR, a respeito do lote 6. E outras mais faremos relativas a todos aqueles que pretendam implantar pórticos eletrônicos. O contrato prevê a implantação do sistema free flow até o terceiro ano e quinto ano das concessões, mas depois de um amplo estudo para observar-se a vantajosidade. Vantajosidade não apenas para a concessionária, mas fundamentalmente para o usuário da rodovia", completou.

A polêmica em torno da implantação dos pedágios eletrônicos (free flow) ganhou repercussão após o início da instalação de pórticos nas regiões Norte e Noroeste do Estado, nos lotes 4 e 5 das novas concessões rodoviárias. A possibilidade de cobrança de tarifa integral dentro dos trechos concedidos gerou preocupação entre moradores, lideranças e representantes municipais.

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O tema passou a mobilizar vereadores, prefeitos e a comunidade em geral, que veem na modalidade de cobrança, caso aplicada de forma não proporcional, potencial impacto econômico e prejuízos ao desenvolvimento regional, especialmente para quem depende de deslocamentos curtos e frequentes.

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