Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Deputada evangélica retira assinatura do projeto que equipara aborto a homicídio

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A deputada federal Renilce Nicodemos (MDB-PA) pediu para que a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados retire o nome dela da lista de assinaturas do projeto de lei que equipara o aborto ao crime de homicídio. O pedido da parlamentar, que faz parte da bancada evangélica e da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi feito na última quarta-feira, 12, mas só foi protocolado nesta segunda-feira, 17.

A deputada diz que assinou o projeto sem saber que a proposta poderia fazer com que mulheres que abortam fetos provenientes de estupro tenham uma pena maior do que os violentadores sexuais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Após essa constatação, a deputada fez a retirada da assinatura porque tem certeza absoluta que esse projeto não irá favorecer nem as mulheres, nem as crianças, somente os agressores e estupradores" afirmou a parlamentar em nota.

Renilce também declarou que é contra o aborto, menos nos casos em que a vida da gestante está em risco e quando o feto é resultante de estupro. Ambos os casos já estão previstos na legislação brasileira.

Com a retirada da assinatura de Renilce, o projeto de lei passa a ter 32 coautores, sendo encabeçado pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Dos 32 deputados, 11 são de partidos que têm ministérios no governo federal e dez são mulheres. São eles:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)

- Evair Vieira de Melo (PP-ES)

- Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Gilvan da Federal (PL-ES)

- Filipe Martins (PL-TO)

- Dr. Luiz Ovando (PP-MS)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Bibo Nunes (PL-RS)

- Mario Frias (PL-SP)

- Delegado Palumbo (MDB-SP)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Ely Santos (Republicanos-SP)

- Simone Marquetto (MDB-SP)

- Cristiane Lopes (União Brasil-RO)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Abilio Brunini (PL-MT)

- Franciane Bayer (Republicanos-RS)

- Carla Zambelli (PL-SP)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Dr. Frederico (PRD-MG)

- Greyce Elias (Avante-MG)

- Delegado Ramagem (PL-RJ)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Bia Kicis (PL-DF)

- Dayany Bittencourt (União Brasil-CE)

- Lêda Borges (PSDB-GO)

- Junio Amaral (PL-MG)

- Coronel Fernanda (PL-MT)

- Pastor Eurico (PL-PE)

- Capitão Alden (PL-BA)

- Cezinha de Madureira (PSD-SP)

- Eduardo Bolsonaro (PL-SP)

- Pezenti (MDB-SC)

- Julia Zanatta (PL-SC)

- Nikolas Ferreira (PL-MG)

- Eli Borges (PL-TO) (autor do requerimento de urgência)

- Fred Linhares (Republicanos-DF) (solicitou a coautoria em requerimento à parte)

Ala feminina do MDB rejeita o projeto de lei

Neste domingo, 16, o MDB Mulher, ala feminina do partido de Renilce, publicou uma nota se posicionando de forma contrária às mudanças na legislação atual que rege o aborto legal no País.

"Somos a favor da vida da mulher. E esse posicionamento não pode excluir a vida das mulheres e meninas, das vítimas de violência que - muitas vezes - são revitimizadas por não conseguirem acesso ao aborto nos casos em que a atual legislação prevê. Meninas são estupradas no Brasil todos os dias. Elas são vítimas e não podem ser penalizadas por buscarem seus direitos. Não podem ser presas. E suas vidas também importam", afirmou a ala feminina do MDB.

Votação deve ficar para depois das eleições após repercussão negativa

Na última quarta-feira, 12, mesmo dia em que Renilce enviou o pedido de retirada da assinatura, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) aprovou, em votação relâmpago e simbólica, a urgência do projeto de lei. Desta forma, a proposta vai ser analisada diretamente no plenário, sem precisar passar antes por discussões em comissões temáticas da Casa.

Após a repercussão negativa da aprovação da urgência, Lira viu o próprio nome vinculado à matéria, que ficou conhecida como "PL do Estuprador". Para remediar o dano na imagem, o presidente da Casa disse que pautará uma deputada mulher, de centro, e moderada, para ser a relatora do projeto.

Sóstenes Cavalcante, por sua vez, deu sinais de que a proposta não deve ser votada por agora. Segundo o parlamentar, a apreciação do texto deve ficar para depois das eleições municipais de outubro.

Nesta terça-feira, 18, o projeto vai ser tema da discussão do Colégio de Líderes. A tendência é que as lideranças partidárias foquem na regulamentação da reforma tributária. De acordo com aliados do presidente da Câmara, o tema econômico é uma "prioridade total" para ele.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV