Delegado Francischini confirma candidatura à Câmara e critica "deputados caça-like"
Crítico à gestão econômica de Lula, ex-deputado projeta aliança entre Flávio Bolsonaro e Ratinho Júnior para a disputa presidencial de 2026
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Em entrevista exclusiva ao portal TNOnline nesta quinta-feira (5), o ex-deputado federal Delegado Francischini confirmou sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados e fez duras críticas à atual gestão da segurança pública e da economia no Brasil. O ex-secretário de Segurança do Paraná defendeu que o combate ao crime organizado exige "firmeza" e criticou a postura de parlamentares que priorizam o engajamento digital em detrimento da produção legislativa.
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Avanço do crime organizado
Para Francischini, o Brasil atravessa um dos piores momentos na segurança pública, com facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) alcançando esferas institucionais. "Eles extrapolaram as ruas e os morros. Hoje, o crime organizado faz gestão de fundos de investimento nos grandes bancos", alertou o delegado, citando operações recentes da Polícia Federal que revelaram a sofisticação financeira das organizações.
Segundo o ex-deputado, esse poderio financeiro representa uma ameaça direta à democracia. "O crime organizado começa a dominar a política e os grandes cargos. No passado, sabíamos de financiamentos; agora, temos a certeza de que eles estão infiltrados no poder político", afirmou.
Retorno à política e críticas ao governo
Após um período afastado de mandatos eletivos, Francischini justificou seu retorno à disputa por uma cadeira em Brasília pela necessidade de renovar a oposição. Ele classificou parte da atual bancada direitista como "deputados caça-like", que focam em vídeos para redes sociais, mas não aprovam leis relevantes.
"Eu volto a deputado federal, porque eu acho que é onde eu consigo fazer o enfrentamento do sistema. Hoje temos uma grande bancada no Brasil todo de deputado caça-like.Sabe o que é o caça-like? É aquele que fica fazendo os videozinhos o dia inteiro para lacrar na rede social, mas de resultado zero", completou Francischini.
No campo federal, o delegado classificou o governo do presidente Lula como "leniente e omisso" no combate ao crime. "O cidadão de bem quer polícia forte e bandido preso. O discurso de proteção de minorias e direitos humanos tem suplementado a defesa da família", pontuou.
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Eleições 2026
Questionado sobre a sucessão presidencial, Francischini vê a direita brasileira em um processo de maturação. Embora reconheça a liderança de Flávio Bolsonaro nas pesquisas do setor, ele apontou o governador do Paraná, Ratinho Júnior, como um nome forte para a composição de uma chapa majoritária. "Confio muito que pode haver uma junção desses nomes para que o país volte a crescer e ter segurança nas ruas", finalizou.
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