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Clã Bolsonaro critica Lula por relação com ditaduras de esquerda

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Todos os filhos políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usaram as redes sociais para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por relação com ditaduras de esquerda pelo mundo. As postagens foram publicadas na semana do início do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode deixar Bolsonaro inelegível por oito anos. A análise da ação pela Corte começou nesta quinta-feira, 22.

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) publicou um vídeo antigo de Lula citando a relação entre o petista e o ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

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Em seguida, ele disse que o Brasil pode se transformar em uma ditadura de esquerda como o país vizinho. "É tudo invenção da sua cabeça! Vem Venezuela", ironizou, no último sábado, 17.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) insinuou que Lula faz tudo o que "prega e defende" o socialismo. "Cite um só país socialista que teve sucesso economicamente?", questionou Flávio no domingo, 18. "O rico Lula vai implementando e escravizando cada brasileiro como um verdadeiro encantador de serpentes."

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) compartilhou uma publicação do também deputado Mario Frias (PL-SP) que fala em "hipocrisia" de Lula pelo fato de o presidente ter criticado o dólar ao mesmo tempo que o Foro de São Paulo, encontro que reúne partidos de esquerda da América Latina, cobrar inscrições na moeda norte-americana.

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Julgamento no TSE

O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, iniciado na quinta, analisa se Bolsonaro ficará inelegível por oito anos por abuso de poder político e dos meios de comunicação para obter benefícios na eleição de 2022. O então presidente reuniu embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, em 18 de julho, para atacar, sem provas, o sistema de votação eletrônico brasileiro.

No último domingo, em evento de filiação de prefeitos ao PL na cidade de Jundiaí (SP), ele disse que "os indicativos não são bons", mas que está "tranquilo" em relação ao desfecho da votação.

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Nesta sexta-feira (23), o ex-chefe do Executivo disse acreditar na possibilidade de o ministro Raul Araújo Filho, do TSE, pedir vista no processo. Ele afirmou que o magistrado é conhecido por ter "apego à lei". "O primeiro ministro a votar depois do relator, o ministro Benedito, é o ministro Raul. Ele é conhecido por ser um jurista com bastante apego à lei. Apesar de estar em um tribunal político eleitoral, há uma possibilidade de ele pedir vista. Isso é bom porque ajuda a gente a ir clareando os fatos", afirmou em entrevista à Rádio Gaúcha. A Corte continuara o julgamento na próxima terça-feira, 27.

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