Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Cenário em SP leva preocupação para a esquerda

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

As últimas semanas trouxeram más notícias para a esquerda em São Paulo. Pesquisas de intenção de voto - Datafolha, Paraná e Real Time - mostraram o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, em empate técnico ou atrás do prefeito Ricardo Nunes (MDB) nas simulações, especialmente para o segundo turno. À primeira vista, a disputa parece bem dividida, mas um olhar mais cuidadoso mostra que Nunes entrará na campanha como o favorito à reeleição.

Um deputado do PT resumiu bem o sentimento ao ver os números: nesta época do ano, com os transtornos das chuvas, os prefeitos geralmente perdem popularidade. Mas Nunes está crescendo. Do outro lado, aliados do prefeito se mostram cada vez mais otimistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A razão para o favoritismo de Nunes está em sua taxa de aprovação - não apenas o dado atual, mas o potencial de crescimento durante a campanha. Este não é um governo popular, mas também não é um governo odiado. A maioria da população não tem uma forte opinião formada sobre o prefeito, até há pouco tempo um desconhecido para a maior parte do eleitorado. Segundo o Datafolha, 43% avaliam o governo como regular, índice que tende a diminuir conforme a campanha traga os pontos fortes e fracos de sua gestão.

Somando o índice regular com o número dos que já aprovam a gestão de Nunes (29%, segundo o Datafolha), percebe-se que há espaço para que a aprovação de Nunes supere os 40% ou até os 50%. Os números de hoje do Datafolha são muito parecidos com os que Bruno Covas exibia a poucas semanas de sua reeleição - quando teve 59% dos votos válidos em segundo turno.

Boulos, portanto, precisará ir além de simplesmente tentar colar a imagem de Nunes à de Jair Bolsonaro. Boulos terá de criticar a gestão de Nunes e, mais que isso, provar para o eleitorado que pode ser um administrador melhor para a cidade. Nunes não tem experiência de campanha como prefeito, mas, ainda assim, a tarefa de Boulos parece improvável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A se confirmar esse cenário, será importante prestar atenção à reação do PT e do governo. Lula se envolverá pessoalmente na disputa de São Paulo, trazendo ares de referendo sobre sua gestão. Uma derrota de Boulos em São Paulo, ainda que causada por fatores locais, tende a aumentar a preocupação do governo com o avanço do bolsonarismo e as chances de reeleição do próprio Lula em 2026. Se isso ocorrer em um período de queda da popularidade do governo - o que também parece provável -, pode aumentar o ruído sobre a política econômica, com maiores pressões sobre Banco Central, Petrobras e política fiscal.

As informações são do jornalO Estado de S. Paulo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV