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Cassado em 2021, Witzel acerta filiação ao DC e prepara nova candidatura ao governo do Rio

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O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel acertou sua filiação ao Democracia Cristã (DC) e prepara o lançamento de sua pré-candidatura ao Palácio Guanabara nas eleições de 2026. A formalização do ingresso na legenda está prevista para o dia 6 de março, segundo informou o pré-candidato do partido à Presidência da República, Aldo Rebelo.

De acordo com Rebelo, a sigla organiza um ato para marcar a filiação. "A data inicial de filiação é dia 6, a confirmar. A expectativa é que o ex-governador Witzel possa defender um caminho para a reconstrução do Rio de Janeiro e apoiar minha pré-candidatura à Presidência da República", afirmou à reportagem.

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Procurado, Witzel não se manifestou oficialmente até a publicação deste texto. No início do mês, ele afirmou que pretendia disputar novamente o governo por um partido de centro-direita, cujo nome seria anunciado entre o fim de março e o início de abril, mas a decisão foi antecipada.

Em 2018, quando foi eleito, Witzel era filiado ao extinto Partido Social Cristão (PSC), legenda que também elegeu Jair Bolsonaro à Presidência da República e que foi incorporada pelo Podemos em 2023.

Aliado de Bolsonaro naquela eleição, Witzel venceu a disputa ao Palácio Guanabara em um cenário considerado surpreendente. Tornou-se, posteriormente, o primeiro governador a sofrer impeachment desde a redemocratização. Ele foi acusado de crime de responsabilidade por suposto envolvimento em fraudes na área da saúde durante a pandemia de covid-19.

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Em 30 de abril de 2021, o Tribunal Especial Misto responsável pelo julgamento do impeachment cassou seu mandato e o declarou inelegível por cinco anos. Como o prazo da inelegibilidade se encerra antes do fim do período de registro de candidaturas, que vai até 15 de agosto, o ex-governador poderá disputar o pleito deste ano.

No início do mês, em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-juiz afirmou estar "mais experiente" e "mais cauteloso" para retornar ao cargo. Disse ter sido alvo de "linchamento público" e que merece uma nova chance.

"Volto com uma compreensão mais profunda do funcionamento real do poder e das entranhas do sistema do Rio de Janeiro", declarou. Segundo ele, quando assumiu o governo queria "mudar tudo rapidamente", mas agora reconhece que "mudanças duradouras exigem diálogo institucional, planejamento e blindagem técnica das decisões".

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Witzel avaliou o cenário eleitoral como indefinido, mas afirmou que o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), tende a representar o campo mais à esquerda, em razão de sua aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Pelo lado da direita, ainda não há definição de quem será o candidato. Eu garanto que serei candidato por um partido de centro-direita", declarou no início do mês.

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