Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Barroso: Acabou a transferência livre das 'emendas pix'

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, afirmou que há "consenso pleno" entre os Três Poderes sobre a necessidade de rastreabilidade das emendas parlamentares, o que inclui quem as indica e para onde elas são destinadas.

A declaração ocorreu após um almoço com representantes do governo federal e do Congresso Nacional nesta terça-feira, 20. Segundo Barroso, as autoridades decidiram manter as "emendas pix", mas dar fim ao que ele chamou de "transferências livres". O encontro foi marcado para que as autoridades conversassem sobre a suspensão da execução das emendas parlamentares impositivas, determinada na semana passada pelo ministro Flávio Dino. Estiveram no almoço os 11 ministros do STF, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Barroso disse que o tema mais problemático eram justamente as "emendas pix". "O tema mais problemático, que havia sido objeto de uma liminar do ministro Flávio Dino, era o das 'emendas pix', que envolviam uma transferência de recursos livre para o destinatário livre da apresentação de um plano de trabalho, ou de um objeto específico, ou de um cronograma, e isso nós ajustamos que não poderá permanecer", declarou.

O presidente do Supremo prosseguiu: "É imprescindível que seja apresentado um plano de trabalho, um objeto e um cronograma. Portanto, acabou a transferência livre. Esse foi um dos consensos a que nós chegamos."

Segundo ele, houve um acordo para que haja rastreabilidade e transparência na gestão dessas verbas. "Basicamente, há um consenso pleno de que é preciso que haja rastreabilidade dessas emendas e transparência. Portanto, é preciso saber quem indica e para onde vai o dinheiro, tudo sob o controle do Tribunal de Contas da União", afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Barroso mencionou, em seguida, um segundo acordo: "Também há um consenso de que o Congresso deve ter um papel importante, sim, na alocação do Orçamento".

O magistrado continuou: "Sobretudo, um consenso muito importante que precisamos avançar, inclusive com nova legislação, sobre a qualidade do gasto. O País está precisando, com urgência, de uma nova lei que discipline essa matéria, as finanças públicas de maneira geral".

Barroso também afirmou que todos estavam, ainda, "preocupados com a governabilidade". Ele afirmou que a reunião foi marcada para "equacionar" a situação das emendas e que houve um diálogo "franco e extremamente produtivo", que teve como resultado um "consenso possível".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Liminar (sobre emendas) está vigendo até nova manifestação do ministro Flávio Dino

O ministro Barroso também disse que a liminar que suspendeu a execução das emendas impositivas segue valendo até nova manifestação do ministro Flávio Dino, relator do processo na Corte. Em nota conjunta, o Supremo, o governo federal e o Congresso afirmaram que "firmou-se o consenso de que as emendas parlamentares deverão respeitar critérios de transparência, rastreabilidade e correção".

De acordo com Barroso, "ninguém chegou com nenhuma proposta pronta" e "há uma construção coletiva". Ele ressaltou que ainda haverá um ajuste entre Executivo e Legislativo para definir regras para a execução de emendas individuais, que deverão ser definidos em até 10 dias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele afirmou que haviam três debates à mesa: sobre o valor dos repasses, a rastreabilidade das emendas e a fragmentação orçamentária. "Conseguimos enfrentar dois debates, a rastreabilidade e a fragmentação. A questão do volume de recursos ainda é essencialmente política e não estava em discussão aqui no Supremo", afirmou.

De acordo com o ministro, ocorrerão novas reuniões entre o Executivo e o Legislativo, e tudo será reapreciado pelo relator do processo, o ministro Flávio Dino.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV