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Após encontro com papa, Nunes diz que SP não comete 'pecado' de agressão ao meio ambiente

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), teve um rápido encontro com o Papa Francisco na manhã desta quinta-feira, 16, no Vaticano. O político entregou presentes e pediu que o líder da Igreja Católica abençoasse uma bandeira do Rio Grande do Sul. O objeto será enviado ao Estado, que enfrenta o maior desastre climático de sua história.

Em entrevista para a Rádio Vaticano após o encontro, Nunes declarou que a cidade de São Paulo é um exemplo de sustentabilidade. "Na fala de hoje (quinta) pela manhã, o Papa foi muito objetivo em dizer da necessidade do cuidado da Nossa Casa Maior, da questão do meio ambiente, e que realmente é um pecado você fazer alguma agressão ao meio ambiente", disse o prefeito.

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"O bacana disso é que lá em São Paulo nós não estamos praticando esse pecado. Nós estamos realmente fazendo um trabalho bastante importante, que tem sido exemplo para as outras cidades do Brasil e do mundo."

O prefeito presenteou o Papa com uma camiseta da Seleção Brasileira e outra do Palmeiras, clube para o qual torce, autografada pelo atleta Endrick com dedicatória ao religioso. Ele também ofereceu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e réplicas da Vila Reencontro, espaço de acolhimento a pessoas em situação de rua em São Paulo, e do Pateo do Collegio, onde os jesuítas ergueram a primeira construção na cidade, ainda no século 16.

Além do símbolo gaúcho, o Papa abençoou bandeiras do Brasil e da cidade de São Paulo, uma estátua do apóstolo Paulo e uma segunda escultura de Nossa Senhora Aparecida levadas pelo prefeito paulistano. Os objetos devem ficar expostos no Edifício Matarazzo, sede da administração municipal.

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No mesmo evento pela manhã, o Papa Francisco recebeu o cacique Raoni Metuktire, da etnia Kayapó, que é conhecido internacionalmente pela defesa dos povos indígenas e da preservação da Amazônia. Ele costuma ser alvo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem Nunes é aliado, em razão de críticas feitas durante o seu governo.

Raoni entregou uma carta ao pontífice em que afirma que os programas internacionais que tentam mitigar os efeitos da crise climática chegam "de forma inexpressiva" aos territórios indígenas e que os povos originários muitas vezes nem sequer são ouvidos a respeito do assunto. "Já dentro do Brasil, também de forma paradoxal, estamos assistindo a uma ostensiva tentativa de reverter nossos direitos garantidos pela Constituição", afirma. O material critica, por exemplo, a tese do marco temporal de demarcação de terras, aprovada em lei pelos parlamentares.

"Essa ofensiva explícita e sem precedentes contra os povos indígenas encoraja também invasores que geram prejuízos irreversíveis, tais como é o caso do garimpo ilegal de ouro e outros minerais, que envenena nossos rios e nossa comida", diz o documento, assinado também pelo cacique Almir Narayamoga Suruí e pelo diretor da Associação Hutukara, Maurício Ye'kwana.

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Os encontros foram registrados pela agência de notícias oficial do Vaticano em sua conta em língua portuguesa. Antes, o prefeito também compareceu a uma missa em homenagem ao ex-prefeito Bruno Covas, falecido há exatos três anos, ao lado de seu filho, Tomás. Nunes assumiu o cargo após a morte do antecessor, vítima de câncer, em 2021.

Nunes e o cacique Raoni participam de um seminário sobre mudanças climáticas organizado pelas Pontifícias Academias de Ciências (PAS) e de Ciências Sociais (PASS) do Vaticano, ligadas à Igreja Católica. Segundo a Prefeitura de São Paulo, o convite a Nunes é um dos 20 distribuídos pelas entidades a governantes de grandes cidades pelo mundo.

O Instituto Raoni informou que o líder indígena dará palestra a todos os presentes sobre sua trajetória de vida nesta sexta-feira, 17, ao meio-dia. Apesar de estarem na mesma conferência e terem se reunido com o Papa Francisco no mesmo dia, não foram localizados registros de encontro direto entre Nunes e Raoni no Vaticano.

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