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Acuado, Mauro Cid pede ao STF para não depor à CPI do 8 de janeiro

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O tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, acionou o Supremo Tribunal Federal em busca de um salvo-conduto para não depor à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos atos de 8 de janeiro. Caso ele tenha de comparecer perante o colegiado, o aliado do ex-chefe do Executivo pede que possa permanecer em silêncio.

A defesa de Cid sustenta que o coronel está 'sob risco concreto de ser constrangido a depor perante 32 parlamentares' uma vez que os advogados ainda não tiveram total acesso aos achados da PF sobre o aliado do ex-presidente. Nessa linha, a banca sustenta que a presença do militar na CPMI 'violaria os princípios do contraditório e da ampla defesa'.

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"Mauro Cid estaria obrigado a depor em uma Comissão sobre elementos de prova que sua defesa desconhece em absoluto; bem como, antes mesmo do depoimento formal nos autos da investigação no STF - dentro de um conhecido contexto no qual o coronel, desde sua prisão preventiva, tem feito uso de seu direito constitucional ao silêncio", diz a petição remetida à Corte máxima

A convocação para a oitiva de Mauro Cid foi aprovada na terça-feira, 13. Outros aliados de Bolsonaro também foram convocados, como o ex-ministro Anderson Torres - investigado por suposta omissão ante os atos golpistas de 8 de janeiro.

Nesta quinta, 15, o ministro Alexandre de Moraes autorizou que ele deixe o Batalhão de Polícia do Exército para comparecer à Câmara. Ele está preso desde que foi alvo de Operação da Polícia Federal por suposta fraude em sua carteira de vacinação, assim como no documento do ex-presidente.

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Também nesta quinta-feira, 15, veio à tona o mais recente achado da PF no celular de Mauro Cid: o roteiro para um 'golpe de Estado'. Revelado pela revista Veja, o documento dá um passo a passo em oito etapas para que as Forças Armadas assumam o comando do País diante da derrota do ex-presidente nas urnas.

Antes, a PF já havia encontrado no celular do ex-ajudante de ordens o rascunho de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e mensagens que articulavam uma investida antidemocrática.

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