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57% dizem que Lula não deve continuar como presidente; 39% dizem que sim

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A permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no comando do País é mal vista por 57% dos eleitores, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 11. Outros 39% dizem acreditar que o presidente merece mais quatro anos à frente do Palácio do Planalto.

De janeiro para fevereiro, a variação foi residual e na margem de erro. Antes, 56% diziam que ele não merecia mais quatro anos na Presidência e 40%, que ele merecia. A diferença subiu dois pontos porcentuais nesse período.

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Rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro é semelhante

De acordo com o levantamento, o presidente é rejeitado por 54% dos eleitores, um empate técnico com a de Flávio Bolsonaro (PL), que é de 55%. Ambos têm as maiores rejeições entre os pré-candidatos à Presidência da República.

A imagem negativa do atual presidente do País está estável desde dezembro de 2025. O auge da rejeição ao petista foi em maio do ano passado, com 57%. Em agosto, porém, recuou para 51%, e ao final do ano, subiu para os atuais 54%.

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Já Flávio registrou sua maior rejeição em dezembro, com 60% afirmando que conhecem o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro e não votariam nele. No mês seguinte, a imagem negativa do filho "zero um" de Bolsonaro foi para 55% e manteve-se na pesquisa atual.

Lula e Flávio também possuem os maiores índices de "conhece e votaria" entre os pré-candidatos. O presidente aparece com 42% e o senador, com 36%. Enquanto esse é o maior índice positivo já registrado pelo filho de Bolsonaro na série histórica, Lula teve seu maior porcentual em agosto e outubro de 2025, com 47%, ainda sob os efeitos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros.

Com menor taxa de conhecimento, aparecem na sequência o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com rejeição de 40%; o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 35%; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 34%; e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), com 35%.

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Entre os governadores de centro-direita e direita, Ratinho Jr. é o que possui a maior taxa de conhecimento e possibilidade de voto, com 23%. Os demais ultrapassam a taxa de 50% de desconhecimento e variam entre 10% e 14% de potencial de voto.

A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 9 de fevereiro, com 2.004 entrevistas presenciais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00249/2026.

A pesquisa mostrou que cada vez mais pessoas estão cientes do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro a seu filho Flávio na disputa eleitoral. Esse endosso foi divulgado no início de dezembro. De lá para cá, o porcentual dos que sabiam desse apoio subiu de 61% para 69%. Os que não sabiam eram 39% e agora são 31%.

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Quando a decisão de Bolsonaro de lançar Flávio, são 44% os que veem como correta, contra 42% que acreditam que ele errou. Outros 14% não souberam ou não quiseram responder. Ainda assim, permanecem estáveis os números quanto ao poder da indicação: 49% dizem que não votarão no candidato indicado por Bolsonaro (mesmo porcentual de janeiro); 25% dizem que consideram votar, mas que não decidirá por isso (um ponto porcentual a mais que no mês passado); e 22% afirmam que vão votar no escolhido do ex-presidente (mesmo porcentual de janeiro).

A pesquisa também mediu a força que a oposição terá contra Lula na disputa eleitoral. Apesar de Flávio Bolsonaro ser o adversário que melhor pontua contra o atual presidente, 55% dos entrevistados acreditam que o petista vencerá a eleição se o adversário for um integrante da família Bolsonaro. Apenas 35% acreditam que a oposição sairá ganhadora nesse cenário.

Se a oposição se unir em torno de outro nome que não da família Bolsonaro, o porcentual dos que acreditam em uma vitória da direita sobe para 40%. O dos que creem na vitória de Lula cai para 49%.

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Os eleitores também foram questionados sobre o que dá mais medo a eles no momento: ter mais quatro anos de governo Lula ou a volta de Bolsonaro ao poder.

O receio de que o ex-presidente retorne ao poder (ainda que isso seja impossível no momento, já que ele está preso) prevalece, ainda que esteja em queda. São 44% os que têm medo da volta de Bolsonaro. Em janeiro, eram 46%. Os que têm receio de mais quatro anos de Lula são 41% (eram 40% no mês passado). Outros 7% disseram ter medo dos dois e 4% não souberam ou não quiseram responder.

A margem de erro estimada da pesquisa é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi realizado entre os dias 5 e 9 de fevereiro, com 2.004 entrevistas presenciais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00249/2026.

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