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INTOLERÂNCIA

Vídeo mostra momento em que homem agride muçulmanas em shopping no PR; veja

Homem de 33 anos foi preso em flagrante por lesão corporal e racismo; caso ocorreu em Foz do Iguaçu

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Vídeo mostra momento em que homem agride muçulmanas em shopping no PR; veja
Autor O homem foi contido por seguranças e testemunhas - Foto: Reprodução/Câmera de Segurança

A Justiça converteu em preventiva de um homem, de 33 anos, flagrado por câmeras de segurança agredindo duas mulheres muçulmanas em um shopping de Foz do Iguaçu (PR). O caso ocorreu na tarde de quinta-feira (12) e o agressor foi autuado em flagrante por lesão corporal e racismo. Assista ao vídeo no fim da matéria.

LEIA MAIS: Câmera flagra momento em que motorista perde o controle e bate em árvore no PR

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As imagens mostram o suspeito entrando em uma loja e discutindo com as vítimas, uma síria e uma libanesa radicadas na cidade. Ele desferiu socos contra ambas e chegou a arrancar o hijab (véu islâmico) de uma delas. As duas receberam atendimento médico devido aos ferimentos.

O homem foi contido por seguranças e testemunhas antes de ser levado à 6ª Subdivisão Policial.

Decisão Judicial

Nesta sexta-feira (13), a Justiça decidiu mantê-lo preso para garantir a ordem pública, destacando a gravidade da agressão em local público.

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De acordo com o delegado Geraldo Evangelista, o homem é reincidente em ataques discriminatórios. Ele possui registros de agressões e interrupções de cultos na mesquita local em 2018, 2024 e 2025.

Pela legislação brasileira, a intolerância religiosa é equiparada ao crime de racismo. Por ser um crime imprescritível e inafiançável, a pena pode variar de dois a cinco anos de reclusão.

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Em depoimento, o suspeito afirmou possuir Transtorno do Espectro Autista (TEA) e problemas psiquiátricos. A defesa apresentou laudos que atestam autismo de grau leve a moderado e histórico de impulsividade em crises.

No entanto, a decisão judicial que manteve a prisão ressaltou que ele interrompeu o tratamento medicamentoso por conta própria em janeiro. Além disso, também afirmou que o transtorno não justifica a violência nem a perseguição religiosa reiterada desde 2018 e ainda que a comunidade não pode ficar vulnerável à decisão do investigado de se medicar ou não.

Veja o vídeo

Reprodução/Câmera de Segurança


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