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Vereadores querem proibir atleta trans de jogar Copa Brasil de Vôlei Feminino no PR

A iniciativa partiu da vereadora Jessicão (PP), autora da lei municipal que proíbe a participação de atletas trans em competições esportivas realizada

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Vereadores querem proibir atleta trans de jogar Copa Brasil de Vôlei Feminino no PR
Autor Vereadora Jessicão (à esquerda) apresentou proposição aprovada pela maioria da Casa para proibir participação da atleta Tifanny Abreu (à direira), do Osasco Voleibol Clube, de partida em Londrina nesta sexta (27) - Foto: Reprodução/CML/Instagram

A Câmara Municipal de Londrina (PR) protocolou um requerimento para tentar impedir a realização da Copa Brasil de Voleibol Feminino, marcada para esta sexta-feira no município.

📰 LEIA MAIS: Vereadora quer impedir atleta trans de jogar Copa Brasil de vôlei no PR

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A iniciativa partiu da vereadora Jessicão (PP), autora da lei municipal que proíbe a participação de atletas trans em competições esportivas realizadas na cidade. No documento apresentado, a parlamentar cita nominalmente a atleta Tifanny Abreu, do Osasco Voleibol Clube, que está relacionada para a partida contra o Sesc Flamengo pela competição.

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O requerimento foi aprovado em sessão ordinária realizada no início da noite desta quinta-feira (26), por 12 votos favoráveis contra quatro votos contrários dos vereadores presentes na sessão.

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A autora da proposição fundamenta o pedido na condição pública de Tifanny como atleta trans, alegando que a presença da jogadora em quadra fere a legislação local. De acordo com Jessicão, a norma visa garantir a justiça biológica nas categorias esportivas do município. O requerimento exige que o Poder Executivo assegure o cumprimento integral da lei em caráter de urgência, sob pena de sanções administrativas para os organizadores do evento.

A legislação vigente prevê penalidades rigorosas em caso de descumprimento, incluindo a revogação imediata do alvará de realização do evento e a aplicação de uma multa administrativa de R$ 10 mil. A vereadora reforça que a lei está em vigor desde 2024 e não sofreu questionamentos jurídicos que impedissem sua aplicabilidade até o momento. Caso a prefeitura constate a irregularidade mencionada, a parlamentar defende a suspensão da partida.

“É fato público, notório e amplamente documentado que a equipe Osasco São Cristóvão Saúde conta em seu elenco com o atleta Tifanny Abreu, publicamente declarado como atleta trans, cuja condição é reconhecida nacionalmente e amplamente divulgada pela imprensa esportiva e por entidades oficiais do voleibol brasileiro e internacionais”, diz o documento.

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Em nota, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) informou que "está adotando todas as medidas legais cabíveis para garantir a participação de atletas legalmente inscritos na Copa Brasil". A entidade também garante que "A jogadora Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, está elegível para a participação pelos critérios estabelecidos na política de elegibilidade de atletas trans da CBV”, diz a CBV.

A partida entre Osasco São Cristóvão Saúde e Sesc RJ Flamengo está agendada para esta sexta-feira (27), às 18h30, no Ginásio de Esportes Moringão.

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