Vazão das Cataratas do Iguaçu cai para um terço da média em meio à estiagem no PR
Monitoramento da Copel registrou 485 mil litros por segundo nesta terça-feira (7)
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As Cataratas do Iguaçu, localizadas no oeste do Paraná, registraram nesta terça-feira (7) uma vazão de 485 mil litros por segundo, volume que representa apenas um terço da média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo. O monitoramento, realizado pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), é reflexo da estiagem severa que atinge o estado, contrastando com períodos de chuvas constantes, quando o fluxo das quedas chega a atingir 7,5 milhões de litros por segundo.
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O cenário de escassez hídrica atinge com maior intensidade as regiões oeste e sudoeste paranaense, onde a falta de chuvas causa prejuízos milionários no setor agrícola, prejudicando lavouras e a criação de animais. A crise levou diversos municípios a decretarem situação de emergência, incluindo Capanema, Boa Vista da Aparecida, Iretama, Laranjal, Santa Helena, Espigão Alto do Iguaçu, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Santa Mariana, Capitão Leônidas Marques e Antonina.
Em Capanema, uma das cidades mais afetadas, o índice pluviométrico de março atingiu apenas 27% do esperado. Nos últimos três meses, o acumulado de chuvas no município foi de 168,5 milímetros, menos da metade dos 438 milímetros previstos para o período. Segundo a administração municipal, cerca de 1.600 pessoas sofrem os impactos diretos da seca, sendo que mais de 400 moradores dependem do abastecimento por caminhões-pipa após as reservas hídricas locais recuarem mais de 20%.
Para mitigar os danos, a Defesa Civil orienta que as prefeituras solicitem auxílio via Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap). O recurso é destinado à locação de caminhões-pipa e compra de reservatórios. Entre 2024 e 2025, o Governo do Estado já forneceu 324 caixas d’água para 99 municípios atingidos.
Mesmo com o volume reduzido, as Cataratas do Iguaçu permanecem como o maior conjunto de quedas d’água do mundo, composto por 275 saltos que variam entre 40 e 100 metros de altura. O complexo se estende por 2,7 quilômetros de fronteira, sendo que 70% das quedas pertencem ao território argentino e 30% ao lado brasileiro, com a divisão geográfica estabelecida pela Capitania Fluvial.
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