Suspeitos de matar grávida se entregam e alegam vingança contra marido da vítima
Em depoimento à polícia, irmãos confessaram que pretendiam atacar o companheiro da diarista Susana Ferreira Correia por um crime ocorrido em 2008
Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline
Dois irmãos suspeitos de assassinar a diarista Susana Ferreira Correia, de 40 anos, entregaram-se à Polícia Civil de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, na tarde de segunda-feira (23). A dupla estava foragida desde o início de fevereiro, quando a vítima, que estava grávida de quatro meses, foi baleada dentro de casa. Em interrogatório, os homens confessaram a autoria do crime e alegaram que o alvo original era o marido de Susana, motivados por um desejo de vingança relacionado à morte do pai deles, ocorrida há 18 anos.
- LEIA MAIS: Mulher muda depoimento e diz que subiu em capô de Mustang por vontade própria no PR
O crime foi registrado no dia 1º de fevereiro. De acordo com as investigações, os suspeitos invadiram a residência e mantiveram Susana amarrada enquanto aguardavam a chegada do marido dela. Quando o homem entrou no imóvel, iniciou-se uma luta corporal. Durante o confronto, um dos irmãos efetuou um disparo que atingiu a nuca da gestante. Ela foi socorrida e encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
O delegado Luís Gustavo Timossi afirmou que a motivação alegada pelos suspeitos carece de fundamento oficial, uma vez que não há evidências que liguem o marido de Susana ao latrocínio do pai dos investigados, ocorrido em 2008. Durante o depoimento, um dos detidos manifestou arrependimento pelo desfecho da ação, enquanto o outro preferiu o silêncio. Ambos já possuíam passagens pelo sistema prisional e haviam rompido suas tornozeleiras eletrônicas logo após o homicídio para facilitar a fuga.
A defesa dos acusados sustentou, em nota, que a ação foi um ato de desespero diante de uma suposta impunidade sobre o caso familiar antigo. Susana Ferreira Correia deixou quatro filhos. Os dois homens foram encaminhados à unidade prisional e permanecem à disposição da Justiça, devendo responder por homicídio qualificado.
Últimas em Paraná
Mais lidas no TNOnline
Últimas do TNOnline