Sérgio Onofre confirma pré-candidatura a deputado estadual
Ex-prefeito de Arapongas entrará na disputa eleitoral e se descompatibilizará do cargo de Superintendente de Apoio aos Municípios da Casa Civil
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TNOnline TV
O Superintendente de Apoio aos Municípios da Casa Civil e ex-prefeito de Arapongas (PR), Sérgio Onofre (PSD), confirmou em entrevista ao TNOnline sua pré-candidatura a deputado estadual. Onofre explicou que a decisão atende a um pedido do governador Ratinho Junior (PSD). "Eu fui convidado pelo governador para a gente ser candidato a deputado estadual. Então eu sou pré-candidato. Serei candidato somente depois da convenção que é 30 de julho", afirmou.
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Sobre o cronograma de saída do governo, ele pontuou que seu cargo possui regras específicas. "Muitos têm que descompatibilizar do governo agora 3 de abril. No meu cargo não precisa porque eu não sou ordenador de despesa. No meu caso eu posso descompatibilizar dia 4 de julho. E é o que a gente vai fazer a pedido do próprio governador", detalhou.
Onofre sustenta que sua entrada na disputa visa ampliar a força política do Norte do Paraná. "Quanto mais deputados tiver na região é melhor, quanto mais representatividade política a gente tiver é melhor. Então, sou pré-candidato para poder chegar na eleição e a poder chegar em Curitiba e falar 'esse aqui é o representante da nossa região, esse aqui representa a nossa região'", disse.
O pré-candidato defendeu que o foco deve ser o municipalismo para fortalecer as cidades de forma conjunta. "A gente tem que ter a bandeira do municipalismo. Fazer a região se tornar uma das regiões mais fortes do Paraná", declarou. Ele reforçou que o conhecimento local é um diferencial. "Eu ando em toda a região e tenho um raio-x muito grande da nossa região", assinala.
O superintendente apresentou dados sobre o potencial eleitoral do eixo entre Apucarana e Londrina, que soma 850 mil eleitores, para justificar a necessidade de nomes locais na Assembleia Legislativa. "Precisamos aumentar essa representatividade política na nossa região de Apucarana até Londrina. Precisamos começar a fortalecer esse elo. Eu falo que a pré-candidatura nossa e não é contra ninguém, é ao contrário, é para que nós possamos ter mais representatividade política e uma bancada forte como tem muitas vezes outras regiões com menos eleitor e com menos população", assinala.
Cenário estadual
Ao avaliar o quadro eleitoral no Paraná, Onofre afirmou que o cenário ainda está em fase de definição, citando apenas os nomes de Moro e Requião Filho como candidatos em campanha ativa no momento. Sobre a ausência de um nome definido pelo grupo de Ratinho Junior para a sucessão, ele demonstrou tranquilidade. "O governador não tem o candidato ainda. Não adianta as pessoas falarem que é o Guto, é o Curi, é o não sei o quê, é o Greca. Não tem candidato. Eu tenho convicção que o governador vai vir com um nome muito forte para ganhar a eleição", analisou.
Para Onofre, o papel dos prefeitos será decisivo no pleito. "Hoje o grande cabo eleitoral são os prefeitos. Sim, os prefeitos de cidade pequena, gente, a ambulância é na casa dele, o hospital é na casa dele, o internamento é na casa dele. Eles são os grandes cabos eleitorais", afirmou, citando que o governador conta com o apoio de mais de 370 municípios.
Sobre a possibilidade de Ratinho Junior disputar a presidência da República, Onofre defendeu a viabilidade do nome. "Eu, eu acho que ele tem que ser candidato a presidente de qualquer forma. Ele tem 44 anos, gente. Você pensa bem, se ele perder a eleição, vamos dar uma possibilidade dele perder a eleição, nele está com 48. Se ele perder de novo, ele está com 52. E esse pessoal foi tudo embora. Então ele vai ser presidente do Brasil", projetou.
Balanço de atuação na superintendência
Ao fazer um balanço de seu primeiro ano à frente da Superintendência de Apoio aos Municípios, Sérgio Onofre identificou que a principal dificuldade das prefeituras é a elaboração de projetos para captar recursos. "A verdade é que os projetos são muito burocráticos, tanto federais como estaduais. E você tem que ter vários documentos técnicos, técnicas né, técnicos contratados para fazer esses projetos. Não é um projeto, um projeto de recape que deveria ser simples, ele não é simples", explicou. Segundo ele, o apoio da pasta é vital: "Os municípios têm que ter esse apoio, senão ele não consegue tirar o dinheiro do Governo. O Governo tem dinheiro, mas precisa ter projeto para você trazer dinheiro para os municípios".
Entre as demandas mais urgentes da região, ele destacou a infraestrutura viária. "Os projetos mais necessários hoje para os municípios são recape asfáltico, até porque nós tivemos um período de chuva muito grande e não tem município que não tem buraco. Todos os municípios hoje têm a malha viária é muito velha e com qualquer chuva você acaba piorando essa malha viária", concluiu.