Recepcionista de hotel é agredida por hóspede após negar convite para ir ao quarto no PR
Vítima relatou que o agressor tentou levá-la ao quarto antes de iniciar as agressões; defesa do suspeito alega tratar-se de um "caso pontual
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A Polícia Civil de Curitiba investiga a agressão sofrida pela recepcionista de um hotel na capital paranaense que atacada por um hóspede na noite do último sábado (7). O agressor, de 24 anos, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça após audiência de custódia realizada no domingo. A vítima, que precisou passar por cirurgia na mão e levou pontos na cabeça, relatou que o crime ocorreu após ela recusar um convite para ir ao quarto do suspeito.
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Segundo o depoimento da funcionária, o agressor passou parte da noite consumindo bebidas alcoólicas na recepção. Após ser orientado a não beber no local, o homem abordou a vítima afirmando que estava passando mal e pediu que ela o acompanhasse até a suíte. Diante da negativa, o homem mudou o comportamento, declarou interesse afetivo pela funcionária e tentou forçar um beijo. Quando a recepcionista se dirigiu ao banheiro privativo dos funcionários, o suspeito pulou o balcão da recepção e a seguiu, iniciando uma série de agressões físicas no interior do sanitário.
Dentro do banheiro, a funcionária foi atingida por socos, chutes e golpes desferidos com uma saboneteira de porcelana quebrada na cabeça. A vítima relatou ainda tentativas de enforcamento que a fizeram perder a consciência por alguns segundos. Imagens das câmeras de segurança mostram a recepcionista ensanguentada tentando fugir para a rua, momento em que ainda recebe mais um soco antes de conseguir pedir socorro em um prédio vizinho. O suspeito permaneceu no hotel até a chegada da Polícia Militar e optou por ficar em silêncio durante o depoimento na delegacia.
O advogado da recepcionista informou que pretende atuar para que o indiciamento seja alterado de tentativa de homicídio qualificado para tentativa de feminicídio, visando uma pena mais severa. O hotel prestou assistência à funcionária, mas não se manifestou publicamente até o momento. Já a defesa do suspeito, que é pintor e estava na cidade a trabalho, limitou-se a declarar que o ocorrido é um fato isolado que agora está sob jurisdição da Justiça do Paraná.
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