Ratinho Jr. afirma que desistiu de concorrer à presidência para "blindar o Paraná"
Governador diz que nome do candidato do grupo deve ser divulgado "nos próximos dias"
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O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), confirmou que a definição dos nomes que irão compor a chapa majoritária do seu grupo político para as próximas eleições ocorrerá nos próximos dias. Durante entrevista em Arapongas nesta sexta-feira (27), onde anunciou recursos para o Hospital Norte Paranaense (Honpar), ele justificou também a decisão de permanecer à frente do Palácio Iguaçu, descartando uma candidatura à Presidência da República, como uma medida estratégica para proteger o estado da polarização política nacional.
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Buscando um consenso entre os aliados, o chefe do Executivo destacou que a prioridade é a manutenção do cenário de estabilidade estadual. "Estamos finalizando as conversas entre aqueles que têm condição de ser candidato a governador, senador e vice-governador. Esses quatro nomes têm que ser nomes importantes de peso, né, porque são cargos importantes também que obviamente, eh, tem importância pro Paraná. Então a nossa responsabilidade é ter bons nomes para representar bem a população. E, acima de tudo, é fazer com que o Paraná continue unido em paz. Não trazer os problemas de Brasília pro Paraná. Essa é a minha missão, a minha obrigação: defender o Paraná para não deixar com que os problemas de Brasília venham pra cá", declarou Ratinho Junior.
Para o governador, a sucessão deve ser pautada pelo compromisso com o estado e não por ambições políticas isoladas. "E um dos motivos de eu realmente ter decidido ficar no estado é justamente blindar o Paraná dos problemas de Brasília que podem vir pra cá. Então, a ideia é poder continuar mantendo o grupo unido, esse bom momento que o estado vive. Para que isso continue, tem que ter um grupo que possa ter responsabilidade nesse sentido. Eu acho quem tranquilamente, as pessoas vão começar a entender que esse é o caminho", declarou.
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Desincompatibilização no primeiro escalão
Questionado sobre o impacto prático na gestão com a saída prevista de 16 membros do alto escalão do governo no início de abril — prazo limite estipulado pela Justiça Eleitoral para a desincompatibilização de quem pretende disputar cargos eletivos —, Ratinho Junior minimizou eventuais dificuldades para a reta final de seu mandato.
Ele assegurou que as pastas continuarão operando normalmente, amparadas por servidores de carreira e quadros técnicos. "A gente tem um bom time e, geralmente, quando (sai) o secretário, você tem o diretor geral, o secretário executivo, que são pessoas que conhecem da máquina pública e já ajudam os secretários a tocar o dia a dia. São nomes técnicos, alguns até de carreira do próprio estado que ajudam bastante", afirmou.