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Quase 400 kg de moedas lançadas por turistas são retiradas das Cataratas do Iguaçu

Tradição de arremessar dinheiro na água para fazer pedidos gera poluição em Foz do Iguaçu

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Quase 400 kg de moedas lançadas por turistas são retiradas das Cataratas do Iguaçu
Autor Concessionária Urbia+Cataratas, responsável pela administração do parque, alerta que a prática é estritamente proibida - Foto: Urbia+Cataratas

Uma ação de limpeza realizada na quarta-feira (15) retirou quase 400 quilos de moedas do Rio Iguaçu, na região das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR). A iniciativa teve como principal objetivo reduzir a poluição do afluente e conscientizar os visitantes sobre os impactos ambientais causados pela tradição de arremessar dinheiro na água para fazer pedidos. Além da grande quantidade de metal, as equipes de manutenção também recolheram objetos diversos, como óculos, garrafas e bonés que acabaram parando no fundo do rio.

-LEIA MAIS: Vazão das Cataratas do Iguaçu cai para um terço da média em meio à estiagem no PR

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Apesar de o ato ser visto como um simbolismo inofensivo por muitos turistas, a concessionária Urbia+Cataratas, responsável pela administração do parque, alerta que a prática é estritamente proibida. O gerente de sustentabilidade da empresa, André Franzini, explica que a decomposição dos metais presentes nas moedas gera um processo de contaminação da água, afetando diretamente a fauna aquática e o ecossistema de um local que é reconhecido como Patrimônio Mundial Natural.

A operação de recolhimento dos resíduos só pôde ser executada com segurança devido à baixa expressiva na vazão das Cataratas do Iguaçu. No dia da ação, o volume de água estava abaixo de 500 mil litros por segundo, representando apenas um terço da média normal, que é de 1,5 milhão de litros por segundo. Segundo a administração, intervenções desse porte exigem que o nível do rio esteja estável para não colocar em risco a vida das equipes de resgate e limpeza.

Todo o material recolhido agora passará por uma etapa de triagem. Como a maior parte do metal apresenta sinais de corrosão avançada devido ao tempo de submersão, apenas as moedas que ainda estiverem em condições de uso circularão novamente. Esses valores serão destinados ao financiamento de projetos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), englobando ações de educação ambiental e iniciativas de plantio de árvores.

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A retirada de resíduos metálicos ocorre de forma periódica no parque e costuma revelar números altos: foram 320 quilos recolhidos em 2019, 329 quilos na soma de 2021 e 2022, e quase 159 quilos em 2023.

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