Foto por Fernanda Neme
Manifestação em Apucarana teve baixa adesão de profissionais da enfermagem
Foto por Divulgação
Greve nacional da categoria foi convocada para a próxima quarta-feira (21)
Foto por Tribuna do Norte/Arquivo
Profissionais da enfermagem de Apucarana e Arapongas deve decidir se aderem à greve em assembleia na próxima terça-feira (20)
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Protesto teve grande adesão em Arapongas
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Protesto em Arapongas teve grande adesão
Profissionais da enfermagem de
Apucarana e Arapongas, no norte do Paraná, decidem na próxima terça-feira (20) se aderem ou não à
greve nacional convocada pelo sindicato da categoria. Na região, são
aproximadamente 2,5 mil profissionais impactados pela decisão do ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que suspendeu - de forma
liminar - a lei que criou o piso salarial da enfermagem. O supremo julga ação
da CNSaúde que afirma que medida vai afetar as contas de unidades particulares
e o orçamento dos estados. Até a tarde de ontem, a maioria dos votos do supremo
era para manter a suspensão da lei por 60 dias.
O enfermeiro Claudio de Jesus
da Silva Borges, de Apucarana, pretende participar da assembleia marcada para a
próxima semana em Arapongas. Em conversa com outros colegas de profissão, ele conta
que o desejo é de paralisar os serviços prestados, contudo o senso profissional fala mais alto em respeito aos
pacientes que necessitam de atendimento. Os profissionais, no entanto, entendem
que talvez essa medida mais drástica seja necessária para que a reivindicação
da categoria possa ser atendida.
"Os profissionais têm vontade de parar, por causa da indignação que a suspensão da lei causou. Mas, ao mesmo tempo, o senso profissional não deixa. Sempre que conversamos sobre isso o pessoal pensa nos pacientes. Não querem chegar a esse ponto, mas pode acontecer, porque a classe não está sendo ouvida", comenta.
A
presidente do Sindicato dos Empregados dos Estabelecimentos de Saúde de
Apucarana e Região (SEESSA) Marli de Castro acredita que maior adesão deve
ocorrer em Arapongas, onde ocorrerá a assembleia para consulta dos
profissionais a respeito da greve nacional marcada para quarta-feira (21).
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A reivindicação da categoria é
pela aprovação de uma fonte de recursos via Governo Federal. De acordo com Marli, existe um projeto que tramita na esfera
federal para criar uma fonte de financiamento para o pagamento do piso nacional
da enfermagem, que beneficiará principalmente o setor público. “O
setor público pode ter outras fontes de recursos, mas o setor privado é mais
complicado. Teria que aumentar a tabela SUS que está 15 anos sem reajuste”,
comenta a sindicalista.
E foi justamente o setor
privado que questionou o STF sobre os dispositivos da lei. Segundo a Confederação
Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde), o projeto que deu origem à lei, foi aprovado de forma rápida e sem amadurecimento
legislativo na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, onde não passou por
nenhuma comissão, mesmo diante da relevância da medida e de seus significativos impactos orçamentários.
Greve nacional da categoria foi convocada para a próxima quarta-feira (21) - Foto: Divulgação
GREVE NACIONAL
Trabalhadores da enfermagem estão se mobilizando para deflagrar a paralisação no próximo dia 21 de setembro em defesa do piso nacional da categoria. A data foi estabelecida pela Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), que publicou um edital convocando os sindicatos da categoria para se articularem. A greve deve durar 24 horas.
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Protesto em Arapongas teve grande adesão - Foto: Divulgação
PROTESTOS NA REGIÃO
Na última sexta-feira (9), profissionais da enfermagem de Arapongas realizam um protesto pela avenida principal da cidade, reivindicando o piso salarial da categoria. O objetivo da ação foi chamar a atenção da população e posicionar a opinião pública a favor da categoria.
"Estamos nos manifestando pacificamente a favor de nosso piso, que é o mesmo há mais de 20 e agora que foi sancionado pelo presidente, o Barroso veta por 60 dias", comentou Ismar Silva Porfirio, enfermeira da Santa Casa, de Arapongas. Clique aqui e leia mais.
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Manifestação em Apucarana teve baixa adesão de profissionais da enfermagem - Foto: Fernanda Neme
Uma ação também foi agendada no mesmo dia em Apucarana, no entanto, não teve adesão por parte dos profissionais. O ato contou apenas com três participantes e ocorreu em frente ao Hospital da Providência. Clique aqui e leia mais.
VOTAÇÃO
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos para manter a suspensão da lei que criou o piso salarial dos profissionais de enfermagem até que sejam analisados os impactos da medida na qualidade dos serviços de saúde e no orçamento de municípios e estados.
Até a tarde desta quinta-feira (15) o placar de votos para manter a suspensão era de 7 a 3. Até a publicação da reportagem, faltava o voto da presidente do STF, Rosa Weber.
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A lei que fixa pisos salariais para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras foi aprovada em julho pelo Congresso e sancionada em agosto pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). O texto estabelece R$ 4.750 para enfermeiros e 70% disso para técnicos de enfermagem e 50% para auxiliares de enfermagem e parteiras.