Professores da rede estadual do Paraná aprovam greve a partir de 23 de março
Decisão busca forçar o governo estadual a apresentar propostas viáveis até o dia 20 de março; categoria fará atos de mobilização nos próximos dias
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Os professores e servidores da rede estadual de ensino do Paraná aprovaram uma greve com início marcado para o dia 23 de março. A decisão foi tomada durante uma assembleia estadual extraordinária on-line da APP-Sindicato, realizada neste sábado (14), com o objetivo principal de pressionar o governo estadual a avançar nas negociações salariais até o próximo dia 20.
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As conversas entre a categoria e o Executivo seguem em andamento em uma mesa de negociação. No entanto, a presidente da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, explicou que o aperto dos prazos da legislação eleitoral exige urgência na finalização do debate interno e no envio dos projetos de lei para votação na Assembleia Legislativa do Paraná. A dirigente destacou que a paralisação é o último recurso da categoria, mas ressaltou a necessidade de preparar os trabalhadores para os cenários de luta dos próximos dias, defendendo as pautas como justas e essenciais para a valorização profissional.
O cronograma do sindicato estabelece que, caso haja avanços efetivos nas tratativas, a assembleia estadual será reinstalada no dia 21 de março para reavaliar a situação. Se não houver acordo, o comunicado oficial de greve será emitido à comunidade escolar no dia 20, deflagrando a suspensão das atividades no dia 23. Antes disso, os educadores iniciam uma agenda de mobilizações presenciais. Na segunda-feira (16), a partir das 10h, a categoria realiza uma vigília por justiça salarial em frente à Assembleia Legislativa. Na terça-feira (17), no mesmo horário, o grupo se junta a outros servidores no Palácio Iguaçu para um ato convocado pelo Fórum das Entidades Sindicais, em defesa do serviço público e da data-base.
A pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2026, aprovada em fevereiro, engloba uma série de demandas estruturais e econômicas. Entre as exigências centrais estão a reposição anual das perdas causadas pela inflação, a reforma da carreira com equiparação salarial para os docentes e a correção das tabelas com o devido enquadramento por tempo de serviço para os funcionários de escola.
Os servidores também cobram a reposição salarial para os aposentados, a aprovação de uma lei que garanta correção aos que não possuem paridade e a fixação do desconto previdenciário apenas para aqueles que recebem acima do teto do INSS, atualmente estipulado em R$ 8.475,54. Além disso, a lista de prioridades inclui o pagamento de promoções e progressões em atraso e o descongelamento de benefícios temporais, como quinquênios e anuênios, que haviam sido suspensos pelo governo federal durante o período de enfrentamento à pandemia da Covid-19.
As informações são do Bem Paraná.
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