Primeiro registro de Mpox em 2026 acende alerta no Paraná
O registro envolve um homem de 33 anos, residente no Paraguai, mas que havia buscado atendimento no SUS em Foz do Iguaçu
Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná confirmou, nesta quinta-feira (26), o primeiro caso de Mpox no estado em 2026. O registro envolve um homem de 33 anos, residente no Paraguai, que buscou atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) em Foz do Iguaçu, na região da tríplice fronteira. Segundo o Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), o caso foi classificado como importado, o que significa que a infecção ocorreu fora do território paranaense, sem indícios de transmissão local.
LEIA MAIS: Brasil registra 88 casos de Mpox em 2026; saiba como evitar a doença
A notificação ocorreu há cerca de um mês e, desde então, o paciente foi monitorado pelas vigilâncias epidemiológicas municipal e estadual. De acordo com as autoridades, o homem já cumpriu o período de isolamento recomendado e não está mais em fase de transmissão. Não houve registros de contágio entre familiares ou pessoas que tiveram contato próximo com o paciente durante o período infeccioso.
O retorno da doença ao estado coloca os órgãos de saúde em alerta, especialmente em zonas de fronteira devido ao intenso fluxo migratório. Entre 2024 e 2025, o Paraná contabilizou 93 casos da enfermidade, com uma leve queda de 49 para 44 registros anuais no período. O perfil epidemiológico predominante no estado segue sendo o de homens com idade entre 20 e 39 anos. No cenário nacional, o Brasil já soma dezenas de casos neste início de ano, embora nenhuma morte tenha sido registrada até o momento.
A Mpox é transmitida majoritariamente pelo contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais ou objetos contaminados. A Sesa reforça que a população deve buscar assistência médica imediata ao apresentar sintomas como erupções na pele, febre, dores musculares e aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia). A orientação central para casos suspeitos é a manutenção do distanciamento físico e a higienização rigorosa até a conclusão do diagnóstico laboratorial.
Últimas em Paraná
Mais lidas no TNOnline
Últimas do TNOnline