PR registra primeiros tornados de 2026; entenda como é a classificação
Fenômenos ocorreram em Mercedes nesta quinta (1º) e foram classificados como F1. Em 2025, estado teve episódios de nível F4, considerados devastadores
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O Paraná registrou os dois primeiros tornados de 2026 na tarde desta quinta-feira (1º), no município de Mercedes, região oeste do estado. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os fenômenos foram classificados como F1 na Escala Fujita, categoria considerada moderada, com ventos estimados entre 116 km/h e 180 km/h.
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O cenário alerta para a recorrência de eventos severos no estado. Em 2025, quatro tornados foram confirmados, todos na região central. Os casos mais graves ocorreram em Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava, onde os fenômenos atingiram o nível F4 (devastador), com ventos entre 332 km/h e 418 km/h. Na ocasião, cerca de 90% da cidade de Rio Bonito do Iguaçu foi destruída. Outros dois registros, em Turvo e Santa Maria do Oeste, tiveram menor potencial destrutivo.
Como funciona a classificação
No Brasil, a gravidade dos tornados é medida pela Escala Fujita (F). Diferente de outros métodos meteorológicos, essa escala não utiliza a medição direta da velocidade do vento no momento do fenômeno, mas sim uma estimativa baseada na análise dos danos provocados.
De acordo com o Serviço Meteorológico Nacional dos Estados Unidos (NWS), especialistas avaliam a destruição em estruturas (casas, galpões, postes e vegetação) para calcular a força do vento que atuou no local por, pelo menos, três segundos. Quanto maior a destruição, maior o nível na escala, que varia de F0 a F5.
Confira os níveis da Escala Fujita (F):
- F0 (Danos leves): Ventos de 65 a 116 km/h.
- F1 (Danos moderados): Ventos de 116 a 180 km/h.
- F2 (Danos consideráveis): Ventos de 180 a 253 km/h.
- F3 (Danos severos): Ventos de 253 a 332 km/h.
- F4 (Danos devastadores): Ventos de 332 a 418 km/h.
- F5 (Destruição extrema): Ventos de 418 a 511 km/h.
Por que o Brasil não usa a Escala Aprimorada?
Embora os Estados Unidos utilizem a Escala Fujita Aprimorada (EF) desde 2007 — que analisa 28 indicadores de danos mais complexos —, o Brasil adota oficialmente a versão tradicional.
A razão é técnica: a escala aprimorada foi desenvolvida considerando os padrões construtivos norte-americanos (muitas vezes em madeira). Como as construções no Brasil são predominantemente de alvenaria, os parâmetros da EF não refletem a realidade nacional. Por isso, institutos como o Simepar adaptam a análise para a escala clássica ao estimar a velocidade dos ventos por aqui.
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