Polícia caça em SP foragidos por quádruplo homicídio ocorrido em Icaraíma
Ação conjunta buscou suspeitos em pesqueiro e apreendeu celulares em Santa Bárbara D'Oeste; vítimas foram mortas ao cobrar dívida de R$ 250 mil
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A Polícia Civil do Paraná, com o apoio do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) de São Paulo, realizou no dia 26 de fevereiro uma operação no interior paulista para tentar capturar os foragidos e reunir novas provas sobre o quádruplo homicídio ocorrido em Icaraíma (PR). A ação, focada na cidade de Santa Bárbara D'Oeste, cumpriu mandados judiciais de busca e apreensão expedidos pela Vara Criminal da comarca paranaense. O objetivo central foi a coleta de celulares, dispositivos eletrônicos e outros objetos capazes de esclarecer a dinâmica da execução e a posterior ocultação dos cadáveres.
-LEIA MAIS: Suspeitos de morte de cobradores em Icaraíma podem ter sido vistos em pesque-pague
A ofensiva foi deflagrada após as equipes de investigação receberem uma denúncia indicando que suspeitos ligados ao caso estariam escondidos em um pesqueiro na cidade de Morro Agudo, também em São Paulo. Embora as diligências conjuntas no local tenham constatado que os foragidos não estavam mais na região, as autoridades classificaram a operação como positiva. Os materiais recolhidos agora serão periciados para auxiliar na identificação de outros possíveis envolvidos. Para preservar o andamento das buscas e a integridade das provas, o inquérito segue sob sigilo, com equipes mantendo levantamentos de inteligência e diligências de campo.
O crime que motivou a operação ocorreu em 5 de agosto, quando quatro homens viajaram de São Paulo ao Paraná para cobrar uma dívida de 250 mil reais. As vítimas, identificadas como Diego Henrique Afonso, Alencar Gonçalves de Souza, Robishley Hirnani de Oliveira e Rafael Juliano Marascalchi, desapareceram após seguirem para uma chácara em Vila Rica, ligada à negociação. Os corpos foram localizados apenas no dia 19 de setembro, em uma área próxima à Mata do Tenente, a cerca de 500 metros da caminhonete Fiat Toro utilizada pelo grupo.
Laudos periciais confirmaram que as vítimas não foram submetidas a tortura, sendo executadas em uma emboscada assim que chegaram à propriedade rural. As investigações apontam que os atiradores utilizaram pelo menos cinco armas diferentes para disparar contra os quatro homens enquanto eles ainda estavam dentro do veículo.
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