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INVESTIGAÇÃO

PMs são presos por morte de policial civil aposentado no Paraná

Investigação aponta que militares recolheram estojos de munição e apagaram imagens de câmeras para dificultar apuração sobre abordagem fatal

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PMs são presos por morte de policial civil aposentado no Paraná
Autor Policial civil aposentado Sandro Carlos da Rocha - Foto: Reprodução

Dois policiais militares foram presos temporariamente nesta sexta-feira (27) suspeitos de matar o policial civil aposentado Sandro Carlos da Rocha durante uma abordagem em Céu Azul, no oeste do Paraná. A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar. Além das prisões, outros dois agentes foram afastados das funções por indícios de colaboração na alteração da cena do crime para dificultar as investigações.

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O episódio ocorreu em 24 de fevereiro, nas proximidades da BR-277, quando uma equipe das Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) iniciou uma perseguição ao motociclista sob suspeita de transporte de contrabando. De acordo com o depoimento dos militares à Corregedoria, a vítima teria fugido, motivando os disparos. No entanto, o Ministério Público aponta que os policiais podem ter modificado o local do homicídio, realizando o recolhimento de estojos de munição e a retirada de um aparelho que armazenava imagens de câmeras de segurança.

A investigação também aponta indícios de falsidade ideológica, com a suspeita de que o boletim de ocorrência daquela data contenha informações inverídicas sobre a dinâmica dos fatos. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, um dos policiais presos chegou a destruir o próprio telefone celular no momento da abordagem, o que deve gerar uma acusação adicional por fraude processual.

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Ao todo, a operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Medianeira. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades. Os agentes investigados responderão por homicídio qualificado e fraude, permanecendo afastados das atividades operacionais por tempo indeterminado. Segundo o promotor responsável pelo caso, caso as práticas sejam confirmadas, os militares serão submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.

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