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Paraná registra queda na média de moradores por casa e avanço de apartamentos

Dados da PNAD Contínua indicam que cada domicílio paranaense abriga, em média, 2,6 pessoas.

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Paraná registra queda na média de moradores por casa e avanço de apartamentos
Autor Característica dos núcleos familiares apresenta mudança no Paraná - Foto: Paulo Pinto/ABr

A configuração dos lares no Paraná passou por transformações significativas nos últimos anos, refletindo mudanças demográficas e de comportamento da população. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo IBGE, a média de moradores por domicílio no estado caiu para 2,6 pessoas em 2025, contra 3 registrados em 2016. Esse movimento acompanha o crescimento de 4,3% no número total de unidades domésticas, que somaram 4,52 milhões no último ano.

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O perfil de moradia também registrou alterações importantes, com destaque para a expansão dos apartamentos. Embora as casas ainda predominem, totalizando 83,5% dos domicílios, os apartamentos apresentaram um crescimento proporcional expressivo de 79,2% entre 2016 e 2025, saltando de 414 mil para 742 mil unidades. Em paralelo, o arranjo familiar mais comum no estado permanece sendo o nuclear, que abrange 69% das residências, consolidando o Paraná como o segundo estado brasileiro com maior índice desse modelo, atrás apenas de Santa Catarina.

Outro ponto de destaque é o aumento dos domicílios unipessoais, onde vive apenas uma pessoa. Atualmente, 18,7% dos lares paranaenses se enquadram nessa categoria, com uma mudança de perfil notável entre os gêneros: em 2025, os homens passaram a ser maioria nessa modalidade, representando 20,6% do total, superando o cenário de 2012, quando as mulheres predominavam nos domicílios de morador único.

O envelhecimento populacional é um dos motores dessas mudanças. Entre 2012 e 2025, o número de paranaenses com 60 anos ou mais cresceu 55,42%, atingindo 1,98 milhão de pessoas. Em contrapartida, a população jovem, de até 24 anos, apresentou uma redução de 7,83% no mesmo período. Esse fenômeno, que coloca o Paraná como referência em políticas para a terceira idade, também se reflete no formato das residências, onde quase 42% das pessoas que vivem sozinhas possuem 60 anos ou mais.

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Quanto às condições de moradia, 54,8% dos lares paranaenses são próprios e quitados, enquanto 25,1% são alugados. O estado também se destaca nacionalmente pela alta taxa de motorização, ocupando a segunda posição no país com o maior percentual de domicílios que possuem automóvel, totalizando 68,3%. Além disso, as condições de saneamento básico apresentam índices positivos, com apenas 5 mil domicílios em todo o estado declarando não possuir banheiro de uso exclusivo.

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