Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Paraná

publicidade
SAÚDE

Paraná quer realizar testes da fase 3 da vacina russa contra covid-19

Paraná quer realizar testes da fase 3 da vacina russa contra covid-19

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Paraná quer realizar testes da fase 3 da vacina russa contra covid-19
Autor Foto: Koki Kataoka

O estado do Paraná pretende realizar os testes da fase 3 da vacina russa contra o novo coronavírus, batizada de Sputinik V. A informação foi dada nesta quarta-feira (26) pelo diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Jorge Callado durante uma audiência da comissão externa da Câmara dos Deputados que trata das ações de enfrentamento à pandemia.

Após o anúncio da vacina russa, o governo do Paraná firmou um acordo de cooperação com o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo) para a realização de testes, produção e distribuição da vacina em território brasileiro. De acordo com Callado, antes é preciso encaminhar os resultados das pesquisas com a vacina nas fases 1 e 2 para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

“Estamos trabalhando para fazer a fase 3 em território brasileiro também, após encaminharmos a Anvisa as informações referentes as fases 1 e 2”, disse Callado durante a audiência. “Na sequência, vamos buscar também a questão da própria fabricação [da vacina] em território brasileiro, possivelmente de uma forma consorciada”, acrescentou.

Na Rússia, os testes da fase 3 da vacina começarão a ser aplicados na próxima semana. A intenção do governo russo e aplicar a vacina em 40 mil voluntários. A vacina russa é intramuscular administrada em duas doses. A segunda deve ser aplicada 21 dias após a primeira.

Durante a audiência, o diretor do Instituto Gamaleya de Epidemiologia e Microbiologia, Alexander Gintsburg, falou sobre as particularidades da vacina russa, desenvolvida pelo instituto e que usa dois tipos de vetores adenovirais, Ad5 e Ad26 contra a covid-19.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As demais vacinas que estão em estudo no Brasil, a de Oxford, desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a empresa AstraZeneca e a vacina chinesa que vai começar a ser testada no Brasil pelo Instituto Butantan, usam apenas um vetor.

Segundo Gintsburg, o uso de dois vetores é uma tecnologia que vem sendo desenvolvida pelo instituto desde 2015 e já foi aplicada em vacinas contra o Ebola e a síndrome respiratória do Médio Oriente (MERS) com sucesso. Ele disse que estudos preliminares com um grupo de mil pessoas, apontam para a possibilidade da vacina ter um longo período de imunização, que poderia chegar até a dois anos de imunização.

Gintsburg disse que o convênio com o Brasil prevê a produção de 60 mil doses da vacina, mas que a intenção do instituto Gamleya é formar convênios para aumentar a produção.“No Brasil podemos ter 60 mil doses e queríamos aumentar as capacidades de produção. Já temos convênio para produzir 60 mil doses queríamos produzir até 300 mil doses por ano”, disse. “Podemos testar e fazer ensaios clínicos no Brasil e produzir a vacina não só para o Brasil, mas para a América Latina”, acrescentou Gintsburg ao afirmar que a intenção do governo russo é produzir internamente 120 milhões de doses da vacina por ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Paraná

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline