Paraná investe R$ 56 milhões para construção de Apaes em 25 municípios
As novas sedes seguem um padrão de acessibilidade e estrutura moderna
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Após a inauguração das novas sedes das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) em Nova Laranjeiras e Flor da Serra do Sul, o Governo do Estado mantém ritmo grande de obras em mais 24 municípios de todas as regiões do Estado, com investimento de R$ 56 milhões. As obras são coordenadas pela Secretaria das Cidades.
As duas unidades mais adiantadas ficam em Altamira do Paraná e Douradina, cujas estruturas já estão praticamente prontas e devem ser inauguradas em breve. Outras quatro obras em andamento já ultrapassaram 50% de execução: Nossa Senhora das Graças (87%), Prado Ferreira (84%), Piên (58%) e Boa Vista da Aparecida (67%), enquanto Guamiranga (34%), Santo Inácio (9%) e Ariranha do Ivaí (7%) têm obras em execução ainda em fases mais iniciais.
Outros municípios que já foram autorizados a iniciarem a licitação a partir do projeto entregue pelo Estado são Alto Paraíso, Kaloré, Cambira, Rio Branco do Ivaí e Capitão Leônidas Marques. Além deles, há projetos em análise e em elaboração para municípios de Tunas do Paraná, Roncador, Nova Londrina, Guaraniaçu, Catanduvas, São Tomé, Cantagalo, Arapongas e Rio Bonito do Iguaçu.
“O Paraná é o Estado que mais investe em educação especial por meio das nossas Apaes, com mais de R$ 500 milhões por ano direcionado às escolas especiais. E agora o Estado constrói, de forma inédita, novas unidades em parceria com as prefeituras e com a Assembleia Legislativa, entendendo que este é o modelo que deu e dá certo”, diz o secretário das Cidades, Guto Silva.
As novas sedes seguem um padrão de acessibilidade e estrutura moderna. Todos os espaços são adaptados para atender as necessidades dos estudantes, com salas de aula, cozinha, refeitório, biblioteca, salas de professores e direção, além de ambientes destinados a fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicologia.
DUAS UNIDADES NOVAS EM FUNCIONAMENTO – Em Nova Laranjeiras, o investimento estadual foi de R$ 1,5 milhão, além de mais R$ 389 mil em contrapartida da administração municipal. O dinheiro foi utilizado para prover um espaço planejado e adequado ao ensino especial, substituindo o antigo imóvel alugado. A unidade atende cerca de 70 alunos, dos quais 90% residem em áreas rurais, sendo quase metade deles indígenas da Aldeia Rio das Cobras. Além das aulas, os estudantes têm atendimento de fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, assistência social e educação física no local.
Em Flor da Serra do Sul, o investimento foi de R$ 1,8 milhão na nova nova estrutura, localizada em um terreno de 5 mil metros quadrados adquirido pela própria entidade. Todos os espaços da unidade são adaptados para atender às necessidades dos estudantes, que têm entre 2 e mais de 70 anos de idade e diferentes graus de deficiência física, intelectual ou motora. Ela conta com seis salas de aula, cozinha, refeitório e salas destinadas para a secretaria, direção, sala de professores, biblioteca e para os atendimentos de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicologia.
INVESTIMENTOS CONTÍNUOS – O Paraná mantém parceria com entidades filantrópicas que atendem aproximadamente 48 mil estudantes com deficiência intelectual, transtorno do espectro autista e múltiplas deficiências com alta necessidade de suporte. O investimento nessa parceria soma R$ 540 milhões anuais, valor que garante a manutenção das instituições e a equiparação salarial dos profissionais que atuam nelas.
A partir deste ano uma outra iniciativa do Estado em prol das Apaes prevê investimento de R$ 3 milhões para a aquisição de kits escolares para todas as unidades do Estado. Pela primeira vez, as 350 instituições cadastradas no Paraná passarão a receber o material escolar em uma iniciativa que marca o Paraná como pioneiro no País na ação.
O modelo paranaense de inclusão prioriza o desenvolvimento real dos estudantes e o atendimento às necessidades de cada um deles. Para isso, o executivo estadual defende que a inclusão deve ocorrer com estrutura adequada, suporte técnico e profissionais preparados, garantindo condições efetivas de aprendizagem e acompanhamento especializado.
“Nossa missão é transformar o reconhecimento em política pública. Investir nas Apaes e coirmãs é garantir educação especializada, inclusão e futuro para quem mais precisa — e isso é prioridade no Paraná", destacou o deputado estadual Pedro Paulo Bazana, que representa esse segmento.
HISTÓRIA – Criadas em 1954, as primeiras Apaes surgiram para prestar assistência às pessoas com deficiência intelectual ou múltiplas deficiências, promovendo educação, saúde e inclusão social. Atualmente, o Paraná conta com 350 associações que atendem cerca de 45 mil alunos em todas as regiões do Estado.
Em todo o Brasil, as escolas que atendem esse público costumam ser instaladas em prédios adaptados ou mantidos com o esforço de famílias e entidades filantrópicas. No Paraná, o Governo do Estado vem mudando essa realidade, garantindo que as Apaes tenham espaços próprios, planejados e acessíveis, reafirmando o compromisso com uma educação que acolhe e respeita cada estudante.
Confira a relação das cidades:
- Nova laranjeiras-
- Flor da Serra do Sul
- Altamira Paraná
- Douradina
- Piên
- Guamiranga
- Nossa Senhora das Graças
- Prado Ferreira
- Boa Vista da Aparecida
- Ariranha do Ivaí
- Santo Inácio
- Cambira
- Rio Branco do Ivaí
- Capitão Leônidas Marques
- Kaloré
- Tunas do Paraná
- Alto Paraíso
- Roncador
- Nova Londrina
- Guaraniaçu
- Catanduvas
- São Tomé
- Cantagalo
- Rio Bonito Iguaçu
- Arapongas
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