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Pandemia também afeta a saúde mental de crianças e adolescentes

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Pandemia também afeta a saúde mental de crianças e adolescentes
Autor Foto: Reprodução

Enquanto a pandemia causada pelo novo coronavírus se estende por meses a fio, um segmento da sociedade que muitas vezes não é lembrado também sofre com os impactos do isolamento social: crianças e adolescentes. Tanto é que, com a perda do convívio social, muitas podem desenvolver problemas que vão desde o aumento da birra ou irritação até o surgimento de transtornos mentais.

O alerta é da psicóloga, psicopedagoga e mestre em Ciências da Educação pela Université de Sherbrooke, no Canadá, Daniela Jungles. Ela falou sobre o assunto ao programa Assembleia Entrevista, da TV Assembleia.

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A queixa de adultos com as mudanças trazidas pela pandemia é frequente, mas as crianças estão no mesmo barco. “O novo coronavírus virou o mundo de cabeça para baixo. Todos estão em sofrimento psíquico. As crianças têm um sofrimento ainda maior. Elas não conseguem expressar os sentimentos, então começamos a perceber alterações de comportamento, como mais agressividade, mais birra, alteração no sono e na alimentação, sem contar a nova rotina da escola. Do nada, começaram a ter aula on-line, algo que não favorece a interação social”, exemplifica Daniela.

De acordo com a psicóloga, os pequenos são afetados como os adultos pelas transformações. “Com toda esta mudança, a criança também sente medo e ansiedade. Crianças são como esponjas que absorvem os sentimentos de adultos, que também estão com medo, seja de pegar a doença, seja de perder o emprego. O grande canalizador de emoções negativas são nossas interações sociais e as crianças perderam isso. Elas estão com muita emoção negativa e não conseguem extrapolar. Por isso, a família tem um papel importante nesse processo de ajudar a canalizar as emoções”, diz.

A falta da escola e de espaços para a prática de atividades físicas também impactam na saúde mental das crianças. “As crianças necessitam muito de interações sociais e perderam o seu grande grupo social, que é a escola. A principal função da escola, além da aprendizagem, é o caráter social. Isto afeta muito os pequenos. Adultos têm de ter muita calma neste momento porque elas vão ter frustrações neste processo. Já as atividades físicas liberam hormônios que ajudam no bem-estar. Os pais têm de ser criativos. Sei que todos estão cansados e frustrados, mas a saúde mental de nossos filhos depende disso”.

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Tantas mudanças podem influenciar na saúde mental de crianças e adolescentes. “Temos de estar muito atentos a nossos filhos. Observar intensidade e frequência. Se birra e frustração é muito intensa e frequente, pode significar que há a necessidade da ajuda de um profissional. Não deixe a situação chegar ao extremo. As crianças não estão livres de desenvolver um transtorno mental. É importante conversar com um psicólogo para analisar a situação, evitando que isso se torne um transtorno”, orienta a psicopedagoga.

Para evitar situações extremas, Daniela Jungle diz que a conversa é o mais importante, independentemente da idade da criança ou adolescente. “Minha recomendação para ajudar é sempre o diálogo. As crianças não têm noção de tempo, de quanto tempo vai durar a pandemia. Acabamos olhando as crianças como mini adultos, mas elas não têm maturidade para entender a complexidade do que estamos vivendo, por isso o diálogo é sempre muito importante. A maioria dos pais tiveram essa conversa de explicar o vírus no início da pandemia, mas muitos pararam”, diz.

Outra orientação da psicóloga para ajudar na saúde mental é manter uma rotina. “A rotina nos gera sensação de normalidade, principalmente para crianças pequenas. Mostra que o mundo não parou de rodar. Assim criança compreende melhor essa noção de tempo”, conta.

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Por fim, nada mais importante que paciência e atenção. “Temos de cultivar o lado positivo do isolamento social, que é o convívio maior com os pais. A família tem papel importante do que reforçar o que é positivo. Temos que buscar a aproximação. As crianças se sentem inseguras neste momento. É família que vai trazer a segurança. Não é a quantidade de afeto, é qualidade”, pondera.

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