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INVESTIGAÇÃO

Operação apura fraude em prova que beneficiou alunos de Medicina em Universidades do PR

Secretaria de Educação desconfiou de turma com 95% de acertos na prova objetiva e notas baixas na redação

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Operação apura fraude em prova que beneficiou alunos de Medicina em Universidades do PR
Autor As fraudes teriam acontecido no Aprova Paraná - Foto: Reprodução Uem

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), uma operação para investigar um grupo suspeito de fraudar a Prova Paraná Mais 2025 e garantir vagas em cursos de alta concorrência, como Medicina, em universidades públicas. Durante a ação, os agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Tapejara, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. O esquema teria beneficiado sete alunos de uma escola estadual de Tapejara, que ingressaram de forma irregular em instituições como a Universidade Estadual de Londrina (Uel), a Universidade Estadual de Maringá (Uel) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

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A investigação começou após a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) identificar indícios de fraude nos resultados do exame, que serve como critério de classificação para o programa Aprova Paraná Universidades. Segundo a pasta, uma única turma apresentou um desempenho atípico, registrando mais de 95% de acertos nas questões objetivas, mas com rendimento abaixo da média na redação, o que não condizia com o histórico escolar dos estudantes. A apuração policial revelou que dois candidatos usaram celulares escondidos nos dois dias de prova para buscar as respostas na internet e, em seguida, repassaram o conteúdo aos demais envolvidos por meio de anotações. A fiscal responsável pela sala também é alvo da operação, suspeita de facilitar o esquema ou se omitir.

Em nota oficial, a Seed-PR classificou a situação como um caso isolado, reforçou seu compromisso com a lisura e a transparência do processo seletivo e afirmou que tomará as medidas administrativas e legais cabíveis contra qualquer violação das regras. A UEM, uma das instituições que receberam os alunos sob suspeita, declarou que o processo seletivo do programa é conduzido inteiramente pela Secretaria de Educação e informou que aguarda orientações do governo estadual sobre os próximos passos e eventuais posicionamentos conjuntos das universidades afetadas.

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