Mulher sofria queimaduras de cigarro e era deixada sem comida no PR
O suspeito, um homem de 32 anos, foi preso em flagrante durante a madrugada após tentar fugir em Londrina
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Uma mulher de 35 anos foi libertada pela Polícia Militar na tarde de quinta-feira (29), após passar dois meses mantida em cárcere privado em um pensionato no centro de Londrina, norte do Paraná. O suspeito, um homem de 32 anos, foi preso em flagrante durante a madrugada após tentar fugir.
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A vítima, natural de São Paulo, relatou ter viajado ao Paraná para acompanhar o parceiro. No local, ela passou a ser mantida trancada no quarto, inclusive no período noturno, quando o agressor saía para trabalhar e levava as chaves.
A PM constatou uma série de violações graves. Ela sofria agressões com socos, tapas, cabelo cortado e queimaduras de cigarro pelo corpo. A vítima estava sem comer há dois dias e tinha as refeições controladas. Há relatos também de violência sexual e vigilância constante, inclusive durante o banho e uso de celular.
O pedido de socorro ocorreu quando a mulher conseguiu contatar a direção do estabelecimento, que acionou a corporação. Imagens de segurança registraram uma discussão entre o casal pouco antes do resgate.
O agressor foi localizado pela PM horas depois e responderá pelos crimes de cárcere privado e lesão corporal. O caso segue sob investigação da Delegacia da Mulher (DDM) de Londrina.
Após o resgate, a Patrulha Maria da Penha encaminhou a mulher para atendimento médico. Ela recebeu acolhimento no Centro de Atendimento de Referência à Mulher (CAM) e deve ser transportada de volta à sua cidade de origem em São Paulo.
"Não havia nenhum respeito à vítima, que ficou à mercê desse homem por dependência emocional, ameaça e violência", afirmou o tenente-coronel Ricardo Eguedis, comandante da PM.
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