Mulher de autor de crime em academia no Paraná admite caso com vítima
Mulher prestou depoimento e afirmou que relacionamento ocorreu durante período de separação do marido
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A esposa de Lucas Wancler Ferreira dos Santos, investigado pelo assassinato de David Schmidt Prado em uma academia de Londrina, no Norte do Paraná, confirmou à Polícia Civil que manteve um relacionamento com a vítima. Acompanhada de uma advogada, ela compareceu espontaneamente à delegacia nesta quarta-feira (7).
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Em seu depoimento, a mulher relatou que o envolvimento íntimo com David ocorreu em um período em que ela estava separada do marido. A advogada Thais Indiara, responsável pela defesa, confirmou que sua cliente conhecia a vítima, mas optou por não dar detalhes sobre o conteúdo da declaração devido a um pedido de sigilo. A defensora avaliou, no entanto, que o depoimento será fundamental para a elucidação dos fatos.
A defesa informou ainda que a mulher, cuja identidade foi preservada, encontra-se profundamente abalada, necessitando de medicamentos para manter sua rotina e cuidar dos dois filhos. Além disso, a advogada relatou que a cliente tem sido alvo de constantes ameaças nas redes sociais e garantiu que medidas cabíveis serão tomadas para conter essas intimidações.
O crime e a prisão
O crime ocorreu por volta das 18h40, quando Lucas teria emboscado David Schmidt no estacionamento da academia. Segundo a Polícia Civil, o acusado iniciou uma conversa, mas logo passou a esfaquear a vítima. As agressões foram registradas por câmeras de segurança.
Na tentativa de fugir, David correu para o interior do estabelecimento pedindo socorro, mas foi atingido por cinco golpes de faca. Ele chegou a ser atendido por uma equipe do Siate, mas não resistiu aos ferimentos. A vítima tinha 37 anos e deixa um filho de seis. O autor do homicídio foi contido no local por um policial militar de folga que treinava na academia, permanecendo imobilizado até a chegada das viaturas.
Em audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (7), o juiz João Marcos Anacleto Rosa atendeu ao pedido do Ministério Público do Paraná e converteu a prisão de Lucas Wancler de temporária para preventiva, por tempo indeterminado.
No despacho, o magistrado justificou a decisão citando a crueldade e a premeditação do crime, executado em local público, à luz do dia e diante de diversas testemunhas. A defesa do suspeito solicitou que ele respondesse em liberdade, argumentando a ausência de antecedentes criminais e a necessidade de tratamento psiquiátrico contínuo.
O juiz negou o pedido, alegando que a gravidade do delito se sobrepõe aos argumentos da defesa e que os medicamentos necessários podem ser administrados na unidade prisional. A Polícia Civil aguarda agora os laudos periciais e a oitiva de novas testemunhas para concluir o inquérito.
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