MPPR denuncia policial que usou distintivo falso para roubar carga de emagrecedores ilegais
Carga com 100 ampolas de Tirzepatida, avaliada em R$ 70 mil, havia sido retida em empresa de ônibus antes de ser subtraída pelo agente armado
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O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Gaeco de Londrina, denunciou criminalmente uma mulher e um policial civil afastado por envolvimento no comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento proibidos no Brasil. A ação é um desdobramento da Operação Off Label e também acusa o agente de segurança pelos crimes de roubo e uso de documento falso para recuperar uma carga ilícita apreendida. Além das condenações criminais, o órgão exige o pagamento de pelo menos R$ 100 mil por danos morais coletivos e a perda definitiva da função pública do policial.
-LEIA MAIS: Gaeco mira policiais civis em operação contra venda de emagrecedores proibidos
O caso começou a ser investigado no final de janeiro deste ano, quando um pacote com cerca de 100 ampolas de Tirzepatida foi localizado no interior de um ônibus intermunicipal. O medicamento, de procedência ignorada, tem seu uso proibido no país por resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A carga ilegal foi avaliada em aproximadamente R$ 70 mil no mercado clandestino.
No dia seguinte à descoberta e retenção do material pela empresa de transporte, o policial afastado teria ido ao local armado e utilizando um distintivo falso. Sob o pretexto de estar realizando uma diligência oficial, ele coagiu os funcionários da viação e subtraiu os medicamentos. Com o avanço do inquérito policial, a mulher foi identificada e denunciada pelo transporte e comércio do remédio proibido, enquanto o agente responderá pelo mesmo delito, somado às infrações cometidas durante a invasão à empresa.
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