Motorista de app que matou passageiros no PR diz que briga começou por cerveja derramada
Em depoimento, condutor afirmou que reclamou da sujeira para os passageiros porque o incidente o faria perder a noite de trabalho
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Em depoimento à Polícia Civil, o motorista de aplicativo preso por matar dois passageiros em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, afirmou que agiu em legítima defesa após ser atacado durante uma discussão. Segundo o condutor, o desentendimento começou quando ele reclamou que o grupo havia derramado cerveja no interior do veículo, o que o impediria de continuar trabalhando naquela noite.
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O crime aconteceu na madrugada de domingo (1º). O motorista relatou que, após finalizar a corrida para dois irmãos e uma amiga, percebeu que eles haviam esquecido uma bolsa no carro. Ao retornar ao local para devolver o objeto, ele confrontou os passageiros sobre a bebida derramada no banco.
Versão do motorista
De acordo com o relato do condutor ao delegado Ricardo Moraes, os ânimos se exaltaram quando ele mencionou o prejuízo financeiro causado pela sujeira. O motorista alegou que um dos irmãos estava armado com um revólver e tentou sacá-lo durante a discussão. "Ao retornar para entregar a bolsa e falar que a questão da cerveja teria feito com que ele perdesse aquela noite de trabalho, houve um desentendimento", explicou o delegado.
O suspeito afirmou que, diante da ameaça, utilizou sua própria pistola para disparar contra o passageiro. Ele relatou ainda que o segundo irmão o atacou com uma faca, sendo também atingido pelos disparos.
Atendimento e prisão
A defesa do motorista reforça que ele não fugiu: o próprio condutor acionou o Samu para prestar socorro às vítimas e permaneceu no local até a chegada da Polícia Militar. No local, foram apreendidas a pistola 9mm do motorista, um revólver .22 que estaria com o passageiro e uma faca.
Embora a arma do motorista fosse registrada, ele não possuía autorização para o porte, motivo pelo qual foi autuado por homicídio e porte irregular de arma de fogo. Por ser réu primário e ter colaborado com a polícia, ele foi liberado após audiência de custódia e responderá ao processo em liberdade. A terceira passageira, que presenciou o crime, já prestou depoimento para ajudar a esclarecer os fatos.
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