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"REAÇÃO PARA SOBREVIVER"

Justiça reconhece legítima defesa e absolve mulher que matou ex a facadas no PR

Taís Teixeira, de 27 anos, teve a inocência decretada por unanimidade pelo TJ-PR; vídeo que flagrou agressões da vítima foi decisivo para o julgamento

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Justiça reconhece legítima defesa e absolve mulher que matou ex a facadas no PR
Autor O caso aconteceu em setembro de 2024 - Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) absolveu Taís Matias Teixeira, de 27 anos, acusada de matar o ex-namorado, Lucas Vinícius Lourenço Vieira, com um golpe de faca em setembro de 2024, em Londrina. Em decisão proferida na última sexta-feira (23), os desembargadores da 1ª Câmara Criminal reconheceram, por unanimidade, que a ré agiu em legítima defesa.

LEIA MAIS: Acusados da morte de Eduarda Shigematsu enfrentam júri popular em junho de 2026

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Com o veredicto, a ação penal foi encerrada, afastando a necessidade de um Tribunal do Júri. Taís, que chegou a ficar presa por cinco meses e atualmente era monitorada por tornozeleira eletrônica, teve todas as medidas cautelares revogadas e está livre.

Vídeo foi prova chave

A tese de legítima defesa foi sustentada, em grande parte, por um vídeo gravado pela irmã de Taís no dia do crime. As imagens mostram uma discussão acalorada onde a jovem relata agressões anteriores: "Me arrebenta como você me arrebentou. Hoje eu acabo com a vida dele", diz ela em um trecho, expondo o histórico de violência.

A gravação registra o momento em que Lucas impede Taís de chamar a polícia, toma o celular de sua mão e o arremessa ao chão. Logo em seguida, os dois entram em luta corporal e Taís reage com o golpe de faca que levou à morte do ex-namorado.

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"Reação para sobreviver"

Para a advogada de defesa, Aline Capocci, o tribunal reconheceu que Taís vivia em situação de extrema vulnerabilidade e reagiu para preservar a própria vida. "Ela sofreu violência reiteradas vezes e, naquele momento, reagiu para não se tornar mais um número nas estatísticas de feminicídio", afirmou.

A defesa também criticou a atuação do poder público durante o processo. "Em vez de protegê-la quando buscou ajuda, o Estado a privou da liberdade e a submeteu a um processo doloroso", completou a advogada, ressaltando que, apesar da absolvição, o desfecho trágico envolveu a perda de uma vida e o sofrimento de duas famílias.


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