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ATÉ 40 ANOS

Justiça condena dupla pela morte de jornalista no PR

Réus atraíam vítimas por aplicativos de relacionamento para realizar extorsões via Pix. Crime ocorreu em março de 2025, em Curitiba

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Justiça condena dupla pela morte de jornalista no PR
Autor O jornalista foi morto em março de 2025 - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A Justiça do Paraná condenou, na última semana, dois homens acusados pelo assassinato do jornalista e produtor cultural Cristiano Luís Freitas, de 46 anos. O crime, ocorrido em março de 2025 no bairro Jardim das Américas, em Curitiba, foi tipificado como extorsão com resultado morte.

A juíza Inês Marchalek Zarpelon, da 1ª Vara Criminal de Curitiba, proferiu a sentença no dia 9 de janeiro. Os réus receberam as seguintes penas, a serem cumpridas em regime fechado:

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  • Alisson Henrique de Cristo Gonçalves: condenado a 40 anos de prisão;
  • Jhonatan Barros Cardoso: condenado a 37 anos de prisão.

A magistrada negou o direito de os réus recorrerem em liberdade. Ambos permanecem presos desde a fase de investigações.

O crime e o 'golpe do app'

Segundo as investigações, Cristiano Freitas foi vítima de uma emboscada planejada via aplicativos de relacionamento. Jhonatan marcava encontros com as vítimas e, posteriormente, as ameaçava com arma de fogo para forçar transferências bancárias via Pix. A polícia identificou ao menos outras seis vítimas da mesma dupla.

No dia do crime, 4 de março de 2025, o jornalista foi encontrado morto em sua residência. O corpo apresentava sinais de estrangulamento e estava amarrado e amordaçado, indicando impossibilidade de defesa. O laudo pericial apontou asfixia mecânica (golpe "mata-leão") como causa da morte.

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Enquanto Jhonatan executava a abordagem direta, Alisson atuava como motorista, dando fuga no veículo utilizado na ação, que foi flagrado por câmeras de segurança da região.

Repercussão e carreira

A condenação trouxe alívio aos familiares. Nas redes sociais, Heloísa Maria Freitas, irmã da vítima, elogiou a celeridade do Judiciário. "A justiça foi célere e esperamos que seja eficaz, mantendo-os afastados do convívio social por muito tempo. Nada ameniza a saudade, mas traz conforto saber que esses assassinos não continuarão a atormentar a sociedade", escreveu.

Cristiano Freitas tinha mais de 20 anos de carreira na comunicação paranaense. Atuou em veículos como Gazeta do Povo e Grupo RIC, além de ter trabalhado na assessoria e produção do Festival de Teatro de Curitiba e do Hospital Pequeno Príncipe.

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